Vigílio Arraes
A efeméride dos cinco anos do atentado terrorista de 11 de setembro a Nova York ocasiona a reflexão de que a reação adotada pelos Estados Unidos frustrou-se celeremente. No entanto, falta aos formuladores de sua política externa estro para delinear um modelo substituto ao vigente, de cunho intransigentemente bélico, e, ao mesmo tempo, carecem seus executores de tirocínio suficiente para avaliar o desgaste no dia-a-dia das tentativas de
aplicação integral de uma política eminentemente militar.
Naturalmente, a subscrição da opção militar como instrumento de política internacional não advém do governo Bush - em sua origem, remonta ao final do século XIX, quando da Guerra Hispano-Americana -, nem se realça com ele - na gestão Clinton, modificou-se a definição multissecular do conceito de soberania, ao proclamar-se a possibilidade de invadir e ocupar um país desrespeitador de direitos humanos.
No caso, a avaliação do comportamento inadequado não seria efetivada pela Organização das Nações Unidas (ONU), nem por um organismo regional, porém por um grupo de potências irmanadas momentaneamente e lideradas ou influenciadas pelos Estados Unidos que, desta forma, seriam polícia, promotoria e judiciário. Contudo, ao exercerem três funções simultaneamente em diversos lugares do globo, o resultado é desastroso:
Uma das conseqüências de tal postura é a desconsideração do teor das Convenções de Genebra, ao firmar-se um presídio em Guantánamo publicamente, mais vários centros de detenção em locais não revelados pela CIA, fora do solo estadunidense, a fim de que o Judiciário não possa manifestar-se; assim, há mortes neles mal-investigadas, com mais de 500 servidores públicos norte-americanos suspeitos de participação em atos de transgressão à legislação pertinente aos direitos humanos.
No final do século passado, os Estados Unidos tornaram-se, no dizer do presidente Clinton, o 'país indispensável'. Bush leva isto mais adiante, ao propor ao mundo a visão dicotômica de apoio ou oposição aos norte-americanos. Assim, haveria um jogo de soma zero no cenário internacional, ou seja, se um ganhasse, outro simultaneamente perderia. Destarte, a imposição sobrepujaria a cooperação, ainda que desencadeasse efeitos involuntários negativos como o presente sistema prisional.
Aparentemente, após o êxito inicial no Afeganistão, a tática estaria certa tanto aos olhos do Departamento de Estado como do Departamento de Defesa. Contudo, o balanço provisório não permite mais otimismo algum. O esteio militar do governo americano não se vincula a organismos internacionais, à exceção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), ou grupos, como o próprio G-8, mas ao âmbito interno, ao manter minimamente acesa a 'guerra ao terrorismo', utilizada como justificativa para futuros embates - Irã ou Síria -, mesmo diante da fadiga do poderio do país.
Se o mote auxiliou a reeleição do presidente Bush, ao prometer uma nação a salvo de novos ataques, é ele atualmente o elemento de desgaste externo, ao proporcionar dezenas de milhares de mortes ao Afeganistão e Iraque, sem perspectiva alguma de concluir, mesmo no médio prazo, a transformação político-econômica de ambos os Estados. Deste modo, o embate contra o terrorismo, termo empregado genericamente pela administração norte-americana, não galvaniza o restante do mundo, à exceção da Grã-Bretanha, embora ela mesma não apresente a mesma correspondência de anos recentes.
A dificuldade estadunidense se expressa mesmo na arena militar: se mantido, de modo crescente, o posicionamento rígido em desfavor do Irã, há a possibilidade de que grupos xiitas no Iraque dificultem o fornecimento de suprimentos militares e combustíveis e de víveres às tropas anglo-americanas. Provindos do Kuait, o envio de material atravessa o sul do Iraque para chegar a Bagdá; assim, se houver maior atrito entre os dois países, seriam centenas de quilômetros em que se poderiam montar ataques de surpresa quase indefensáveis - a opção aérea contemplaria, no máximo, 10% do material, além da ampliação dos custos. Ademais, não se pode esquecer de que, para se chegar a portos kuaitianos, é necessário cruzar o estreito de Ormuz.
Haveria outras duas possibilidades, porém inviáveis no curto prazo: Turquia e Jordânia. O primeiro, cujo governo não está nem sequer disposto a enviar tropas para o sul do Afeganistão, onde se concentram 40% dos efetivos da OTAN com o fito de conter a guerrilha talibã, não sugeriria, à primeira vista, entusiasmo com esta hipótese. Desde o início da guerra, o governo turco preocupa-se sobremodo com a crescente autonomia dos curdos no norte do Iraque e com o possível espraiamento de um discurso nacionalista que poderia ultrapassar suas fronteiras.
Quanto ao segundo, o caminho a ser pavimentado atravessaria a província de Al Anbar, a maior do Iraque, que é o centro da resistência sunita, no oeste iraquiano. Embora sem grandes riquezas naturais, há um contingente de 30 mil militares das forças multinacionais. Na visão do próprio governo americano, é lá que floresce a Al-Qaeda, o mais bem estruturado dos grupos combatentes. Poucas cidades da região integram-se ao governo central - Faluja é uma delas.
Por fim, a despeito do visível fracasso, o Partido Republicano do presidente Bush não se inclina a refletir sobre a ação adotada de modo mais duradouro. A influência intelectual dos neoconservadores ainda é significativa. Desta maneira, o desacerto da política externa norte-americana será debatido de forma ampla apenas na campanha presidencial em 2008.
Virgílio Arraes é professor do instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília – UnB.
IN TIMES OF UNIVERSAL DECEIT, TELLING THE TRUTH WILL BE A REVOLUTIONARY ACT.
Tuesday, October 10, 2006
Monday, October 09, 2006
Entrevista con Ignacio Ramonet, autor de "Fidel Castro. Biografía a dos voces" - La verdadera humanidad de Fidel Castro está en este libro
Rosa Miriam Elizalde
Juventud Rebelde
La conversación se inicia antes de la ronda de preguntas, en una entrevista que pasa por la emboscada de las cámaras. Se filmará para la Mesa Redonda de la Televisión Cubana, y mientras los técnicos y camarógrafos improvisan el set, a Ignacio Ramonet se le ve distendido y hasta bromeamos sobre un hecho aplastante: en sus intensas Cien horas con Fidel está casi todo lo que la humanidad periodística, de un lado y del otro de la verja política que indudablemente separa el ejercicio de nuestra profesión, habría querido preguntarle alguna vez al Comandante en Jefe.
«Usted es un gandío; no le ha dejado nada a sus colegas. Ni una hora». Y él se ríe, y casi se disculpa, y luego, en serio, comentamos las últimas noticias editoriales. «Está agotada en España la primera edición, y casi la segunda. Vamos para la tercera, que será idéntica a la que tendrán los lectores cubanos», cuenta. Las versiones en inglés, portugués y francés vuelan en las librerías, mientras se concilian contratos en otras lenguas. Ramonet acaba de pasar por Japón, donde firmó un acuerdo para la traducción y publicación del libro en ese país, y tiene noticias de que tres editores surcoreanos se disputan la edición príncipe en ese idioma. En Estados Unidos, donde se distribuyeron más de 40 000 ejemplares, el libro se vende en circuitos populares, con gran éxito.
Mientras habla, su expresión es de asombro. Reconoce que el libro ha navegado con enorme suerte, a pesar de la campaña internacional que se desató antes de que saliera de imprenta y a que celebraron por anticipado el hundimiento no solo de estas Cien horas con Fidel , sino de la credibilidad profesional del autor.
Pero de eso hablaremos más adelante, porque ahora se han encendido las luces, corre la cinta de la cámara y, por desgracia, no disponemos de cien horas, sino de solo 30 minutos para conversar, antes de que él salga apurado por la puerta a cumplir un intensísimo programa de presentaciones en medio mundo, empezando por Cuba.
—El pasado 16 de mayo usted presentó la primera edición del libro, que tenía unas 700 páginas. Pocos meses después, esta segunda edición tiene exactamente 800 páginas. ¿No debería llamarse ahora este volumen Más de Cien horas con Fidel?
—En realidad, las horas que yo pasé con él son las mismas. Lo que ha aumentado entre la primera y la segunda edición son las horas que Fidel ha pasado trabajando sobre sus mismas respuestas. La diferencia entre las dos ediciones es que en la primera él solo había podido ver rápidamente el volumen por falta de tiempo y por sus obligaciones. En la presentación de la primera edición, él mismo se dio cuenta, al releer el libro, que era necesario añadir precisiones que solo él podía hacer.
—No solo precisiones. Hay también importantes novedades.
—Son precisiones alargadas. Por ejemplo, voy a citar tres o cuatro que son importantes añadidos, porque como dice usted entre la primera y la segunda edición hay casi cien páginas de diferencia, sin contar las mil y una modificaciones que ha hecho, más bien de estilo. En la primera versión, se había conservado el tono conversacional, mientras que ahora le ha querido dar un carácter más escrito, porque se trata, lógicamente, de un libro.
—¿Qué modificaciones hay? ¿Qué añadidos?
—En la primera parte ha incluido múltiples modificaciones que describen mejor aún la infancia de un niño en el campo de la provincia del Oriente de Cuba entre los años 20 y 30. En la primera edición había un desequilibrio, que era un poco culpa mía, porque le hice muchas preguntas sobre el padre y pocas sobre la madre. Ahora añade unos párrafos muy personales, muy emotivos, sobre su mamá, que no se encuentran en declaraciones y libros anteriores a este.
«Otro añadido importante está en el capítulo de la Crisis de Octubre, donde incorporó a su respuesta las cartas que él le envió a Nikita Jruschov. No son inéditas, pero no todo el mundo las conocía. Él las entrega para que la gente pueda entender mejor las circunstancias en que se produjo una de las crisis más graves que haya vivido el mundo en los últimos 50 años».
—Absolutamente inéditas son las cartas que Fidel le envió a Saddam Hussein, y que aparecen por vez primera aquí.
—Cuando hablamos de la crisis de la guerra en Iraq, él me dijo: «Yo hasta le mandé un mensaje a Saddam Hussein, incitándolo a demostrar que no tenía armas de destrucción masiva y a que evitara el ataque». Eso aparece en la primera edición. En esta versión figuran, por primera vez y de manera integral, dos cartas que le envió después de la invasión de Iraq a Kuwait, a inicios de los ’90.
«También, está la versión más completa que haya dado él del golpe de Estado de abril de 2002, contra Chávez en Venezuela».
—Usted tuvo una gran primicia, porque es la primera vez que Fidel hace el relato detallado de los hechos relacionados con el golpe de estado en Venezuela y el retorno del presidente Hugo Chávez a Miraflores.
—Exacto. En la primera edición se entendía que él había participado, pero con muchos menos elementos. Mientras que aquí reproduce en detalle las conversaciones telefónicas que sostuvo con Chávez, con diferentes generales, etc., y se ve muy bien cómo él mismo vivió ese golpe de Estado. Creo que su intervención fue decisiva para que los hechos cambiasen en Venezuela en aquellos días.
—Usted ha hecho énfasis en que este libro de entrevistas no es un interrogatorio. ¿Qué quiere decir exactamente?
—Muchas personas en Europa, en España especialmente, me han dicho: «Usted no ha sido muy crítico, no le hace las preguntas molestas». He contestado que aquí están casi todas las preguntas sobre aspectos que se pueden discutir y algunos controvertidos en esta larga experiencia de casi 50 años de la Revolución cubana. Lo que no están hechas con un tono agresivo, ni con un tono de interrogatorio. El interrogatorio es para la policía. Un periodista no interroga. Un periodista hace preguntas, y la responsabilidad de las respuestas la tiene el entrevistado.
«Quería que tuviésemos una conversación. Lo he dicho otras veces: él jamás me planteó ninguna condición. Él se dejó llevar por donde yo decidí conducir la entrevista. Y no se me ocurrió jamás el interrogatorio, porque yo sabía que cualquier pregunta, por delicada que fuera, él la iba a contestar, con argumentos serenos y de peso. Y fue lo que ocurrió.
«Cualquier persona que lea este libro sin una opinión decidida, a favor o en contra de la Revolución, encuentra en las respuestas de Fidel una argumentación. No se excluyen muchos aspectos de la experiencia cubana que pueden considerarse problemáticos, a los que él siempre da una respuesta, a mi juicio, honesta y documentada».
—Entre mis notas del día en que se presentó la primera edición del libro, en el Palacio de las Convenciones, aparece esta frase de Fidel: «No fue una entrevista complaciente, a pesar de que las sabandijas lo han acusado de ello». También lo acusaron de que la entrevista era falsa, las fotos eran trucadas y de otras cosas. ¿Por qué se produjo esta reacción?
—En Europa existe la tradición de que, antes de salir el libro a la venta, si este es considerado interesante, los periódicos le piden al editor un extracto, que se publica días antes de la aparición del texto en librerías. Un gran periódico español (El País) le pidió la autorización al editor. Se publicó un fragmento amplio del último capítulo, el XXVI, que se llama «Después de Fidel qué». El documento iba ilustrado con una fotografía de la entrevista, en la que estamos Fidel y yo, conversando. Allí él habla de lo que podría ocurrir el día en que deje de tener la responsabilidad que tiene en Cuba. Apenas salió este fragmento, inmediatamente empezaron las críticas hostiles.
«Lo primero que se dijo fue: “Es una falsa entrevista. Ramonet no ha podido entrevistar a Fidel Castro, porque él lleva semanas muerto”. Segundo: “Es falsa, porque una parte de las respuestas está sacada de discursos”. Y tercero: “La fotografía es un montaje; se ha pegado una fotografía de Ramonet sentado en una silla, con otra, de otro momento, donde está Fidel”».
«Sin salir aún el libro, ya había un debate. La prensa, particularmente la de Miami, comenzó a especular. Titularon: “Periodista publica falsa entrevista con Fidel Castro”, y ese tipo de cosas. Cuando salió el libro, se dieron cuenta de que era muy difícil inventarse una entrevista de 700 páginas. Hubiera sido un trabajo extremadamente complicado. Y por otra parte, yo siempre expliqué que Fidel me autorizó —en algunas preguntas donde su respuesta era “Eso ya lo he contestado en tal artículo o tal discurso”— a reproducir esas ideas, de lo cual estuvo al tanto y en principio revisó.
«Las fotografías eran tan evidentemente reales, que se podían contrastar con una serie de documentales para la televisión, con siete horas de filmación, que se difundieron en muchos canales en Europa antes de la salida del libro. «En España se vendió el libro en grandes almacenes y librerías, acompañado de un DVD, con una hora de la entrevista. Se ve a Fidel dando las respuestas que estaban en el periódico. No hay trucos.
«Todos estos ataques, que no me sorprendieron, porque siempre que se habla de Cuba hay polémica, acabaron por derrumbarse. El libro ha circulado con mucho éxito».
—Pero no solo hubo ataques verbales, sino también represalias. En esos días usted fue expulsado de La voz de Galicia, junto a Ramón Chao y el director de ese diario.
—Exacto. La simple publicación de la entrevista con Fidel me valió que me cerraran el contrato en ese periódico, donde yo publicaba una crónica semanal. A pesar de que era muy conocido que estaba trabajando en ese libro, pues me pasé más de tres años sobre ese proyecto. Junto conmigo, salió del diario mi amigo Ramón Chao, que tenía una posición solidaria. Fue una represalia, claro.
—Maravillas de la libertad de prensa...
—Se da continuamente esta situación. Acusan a Cuba de tal o cual abuso, pero en realidad el abuso yo lo he padecido, porque he sido víctima de censura, en particular en España, simplemente por hacer mi trabajo de periodista. Este es el libro de un periodista. ¿Es necesario este libro? Sí, es necesario. De Fidel Castro y de Cuba se habla mucho, todo el tiempo, pero nunca se les da la palabra.
«En encuentros con lectores en España he conversado con gente que no necesariamente tiene una postura favorable a la Revolución cubana, y me ha dicho: “Por fin hemos podido ver los argumentos de Fidel Castro, y son sólidos”.
«Fidel Castro es una de las personas más censuradas en los medios de comunicación: se habla de él, pero no se le da la palabra. Eso no es correcto. Me parece que lo normal es que un periodista le dé la palabra a quien no la tiene. Si a esa persona además se le critica o se le hacen reproches, lo lógico es que pueda explicarse».
—Fidel ha estado trabajando duramente en el libro, antes y después de la operación. ¿Ha seguido usted al tanto de la reescritura?
—Constantemente nos hemos estado comunicando, a través de los asistentes de Fidel. Desde el día de la presentación en que él se comprometió a revisar el libro completamente, porque no lo había podido hacer a fondo, como quería, él se dedicó a esa tarea con mucha energía, con mucho entusiasmo, y yo, por supuesto, estaba al tanto. Teníamos proyectado presentar el libro en ocasión de su cumpleaños, y yo iba a venir antes para trabajar juntos en el avance de esa corrección, de esa reescritura.
«Espero que el esfuerzo que él hizo para escribir el libro no haya sido en parte la causa de su fatiga, de su enfermedad. Lo espero, porque me sentiría culpable. Conozco, también, porque él lo ha dicho, que apenas empezó a recuperarse consagró mucha energía al libro. A pesar de que su estado era de cuidado, como el de cualquiera después de una operación como la que él padeció. Él quería terminar a toda costa este libro para que estuviese listo para la Cumbre de los No Alineados».
—Fue su regalo especial para los Jefes de Estado...
—Ese esfuerzo es admirable. Testimonia el carácter de la persona. A pesar de que estaba disminuido físicamente, por la operación claro, su energía la consagró a trabajar, de manera muy seria. Cada uno podrá comparar la primera edición con la segunda, y verá las miles de modificaciones que hizo. Cumplió lo prometido, y el libro salió a tiempo.
—¿Cuándo y cómo se enteró de que su entrevistado había sido sometido a una operación muy delicada y su vida corría peligro?
—Fíjese, yo estaba en aquel momento bastante aislado. Hacía senderismo en Los Alpes, con mi esposa y mis hijos. Había cortado el ordenador, el televisor y el teléfono —bueno, el teléfono no, ya uno no vive sin él. Pero estaba en una zona tan alta y tan aislada, que el teléfono celular no tenía cobertura. Iba por un senderito y de pronto milagrosamente mi teléfono sonó. Era Radio Caracol, de Bogotá, Colombia. Y me dicen: «La televisión cubana ha informado que Fidel Castro ha sido sometido a una operación. ¿Qué comentario le merece a usted esto?». Así me enteré. Salí inmediatamente a buscar la televisión, y vi a nuestro amigo Carlitos Valenciaga —la televisión francesa y todas las televisoras del mundo transmitieron la proclama que él leyó—. Tuve una gran preocupación, como mucha gente en todo el mundo.
—Yo estaba en España ese 31 de julio. La prensa allá reaccionó primero con morbo y después con estupor: no entendían por qué había tanta serenidad y tranquilidad en Cuba. Junto a todo eso sobrevino una avalancha de opiniones de los «transiciólogos». ¿A usted le sorprendió la reacción del pueblo cubano?
—Desde luego que no me sorprendió. La mejor prueba es que yo abordo el tema en la introducción del libro, algo que también me ha sido reprochado con frecuencia. Si recuerdas, digo que mucha gente especula sobre lo que ocurrirá en Cuba el día en que Fidel, por cualquier razón natural, ya no esté. Sobre todo, porque comparan a Cuba con lo que pasó en los países del Este, cuando se hundió la Unión Soviética. Y añado en la introducción: se equivocan. En Cuba no pasará nada de esto, porque sencillamente Cuba no es un país del Este, donde la Revolución fue traída por soldados de la Unión Soviética. En Europa no surgió del interior de esas sociedades, aunque hubiese personas que deseaban esa Revolución. Mientras que en Cuba la Revolución fue un fenómeno endógeno, surgido aquí, ligado a su historia.
«Por otra parte, por mucho que la gente especule sobre el descontento que pudiera haber, la mayoría de la población se adhiere a este sistema. Cuando aquí se produce este accidente de salud, cuando de manera institucional hay una transmisión provisional de responsabilidades, lo que está pasando era lo que podíamos predecir que iba a pasar. A mí no me sorprendió, como no le sorprendió a usted, y a muchísima gente. Era lo más natural.
«Especular lo contrario proviene de la gente que se engaña con sus propias mentiras. Que acaba por creer sus propias mentiras y pierde la capacidad del análisis objetivo para ver una realidad. Este es un país donde, en 47 años, no ha habido insurrecciones populares, como las ocurridas en los países del Este. Esto tiene alguna significación, y no se puede explicar con el argumento de la represión. A pesar de la represión, se sublevó la gente en Polonia, en la República Democrática Alemana, en Rumania y en Checoslovaquia. En Cuba, la reacción de la gente no tiene que ver con la represión.
«Los “transiciólogos” deberían haber leído el libro. Fidel en un momento dado me pregunta: “¿Usted me está hablando de la transición?”. Y yo le respondo: “Sí, sí, de la transición. Hábleme de ella”. Y lo aborda de la manera más natural. “En este país hemos tenido que hablar de eso desde el principio”, dice. “Porque ha habido 600 tentativas de atentado contra mí. Hemos tenido que pensar desde el principio qué pasaría, si yo no estuviera aquí”. La manera en que se va a dar esa transición está más que institucionalizada. Por tanto, la sorpresa solo fue para la gente que no quería ver la realidad».
—¿Es verdad que usted fue miembro de una célula «castrista» en Tánger?
—Tanto como célula no, porque el grupo lo creé yo. Cuando yo era niño, tendría 12 o 13 años, en 1956, frecuentaba una peluquería en Tánger. El peluquero era un señor que había estado mucho tiempo en Cuba, español pero apegado a la Isla. La revista que él ponía para entretener la espera de los clientes, era Bohemia. Curiosamente yo empecé a leer en la Bohemia, en sus páginas color salmón, las crónicas rojas con testimonios de las represalias de la dictadura. Una cosa llevó a la otra: descubrí la personalidad de Fidel Castro, las acciones del Movimiento 26 de Julio. La prensa no hablaba de esto aún. Cuba ni se conocía. Estaba demasiado lejos de las preocupaciones internacionales. Pero yo creé en el Instituto un pequeño grupo de simpatizantes castristas y del Movimiento 26 de Julio. Habíamos seguido el rapto de Fangio, del que se habló un poco. Seguimos los progresos hasta el triunfo de la Revolución, que sí fue un suceso que recogió la prensa internacional.
—¿Por qué ha dicho que muy tempranamente fue simpatizante de esta Revolución y no de otra?
—Yo vivía en Tánger, Marruecos, y lo que me preocupaba, siendo todavía niño —como a muchas personas de mi generación— era la descolonización. Nací en 1943. No pertenezco a la generación cuya verdadera batalla ha sido el fascismo-antifascismo. Esa fue la generación de mis padres: mi padre hizo la guerra de España; mi madre era militante sindical.
«Pertenezco a una generación cuya batalla central, durante su adolescencia y los primeros años de la edad adulta, es colonialismo-anticolonialismo. En particular, la liberación de los países colonizados. En primer lugar, de Marruecos, que se independizó en 1956, después de una lucha interna. Y también de Argelia, país vecino donde yo había vivido, que comenzó su lucha por la descolonización en 1954. Cuando apareció Cuba en mi vida, estábamos en plena guerra de Argelia. Y en la clase donde yo estaba estudiando, algunos compañeros míos eran argelinos refugiados en Tánger por la represión en su país.
«En ese contexto, lo que ocurría en Cuba lo valorábamos como la lucha por la liberación de un tipo de colonialismo, que se traducía en el imperialismo o el neocolonialismo del régimen que tenían ustedes aquí. Por eso la Revolución cubana nos parecía algo muy original —no era del tipo soviético y tampoco se parecía a la china. Era y es muy singular, y surge a partir de una tradición histórica, aunque hay influencias marxista-leninistas. Estaba la ascendencia martiana, que en aquel momento yo no podía identificar, que le da un carácter de entroncamiento con el movimiento de liberación latinoamericano, cosa que está muy bien explicada por Fidel en el libro, en el primer capítulo. Dice que la Revolución cubana tiene mucho que ver con la liberación de América Latina y las guerras de independencia, y que se inscribe en ese tipo de trayectoria. Y no en otra».
—«Hoy Ramonet me conoce más a mí que yo mismo». Lo dijo Fidel. ¿Es verdad eso?
—No, en lo absoluto. Lo dice porque es muy generoso. Solo he podido compartir con él unos días de su larga vida, en esa conversación. He tratado de dar mi visión de él, de su vida cotidiana profesional, e intenté traducir eso de manera honesta y objetiva. Él es así, como se describe en el libro. No es un ser doble: no es de una manera en un momento, y otras veces de otra. Creo que si uno lo ve regularmente durante una semana o durante diez días seguidos, se da perfecta cuenta de que él es así, sin comportamientos ocultos, o diferentes, o contrarios. Por supuesto que hay muchísima gente que lo conoce más que yo, porque lo han frecuentado durante años a lo largo de su vida.
«El interés que despierta el libro se debe a que, a lo largo de esta conversación, él cuenta su vida. Una vida vista desde el interior. El libro tiene un argumento casi de novela policiaca, que es: ¿cómo este niño de Birán se transforma en Fidel Castro? ¿Cómo un niño nacido en un pueblo que ni siquiera es un pueblo, en un contexto rural y poco desarrollado —sin electricidad, sin casi nada—, en una familia relativamente conservadora, educado en escuelas religiosas católicas conservadoras; cómo ese niño, repito, se transforma en uno de los principales revolucionarios del siglo XX? Este es el misterio y el hilo conductor de la conversación».
—En la presentación de su libro en España, donde se titula Fidel Castro. Biografía a dos voces una escritora a la que admiro muchísimo, Belén Gopegui, aseguraba que «en los días más oscuros, como en los días más claros, la historia que se cuenta en este libro va a permanecer». Los cubanos sabemos muy bien que esta historia, efectivamente, perdurará. ¿Y el libro? ¿Qué perdurará de esta edición que pronto tendrán en sus manos los cubanos?
—A mí me gustaría que quedase de este libro la posibilidad que tiene el lector de acercarse, de manera muy íntima y muy personal, a alguien como Fidel Castro. Alguien que siendo una persona muy pública, es también muy reservado. Un hombre tímido, al que no le gusta hablar de sí. El lector y la lectora van a seguir una conversación en la que él habla de él, aunque se esté refiriendo a la política internacional, a la gran política, y a la Revolución. Cuando se refiere a hechos aparentemente ajenos, uno siente que está hablando en definitiva de él mismo, de su visión de procesos esenciales en los que ha estado involucrado.
«Lo trascendente del libro es este acompañamiento, esta cercanía a una de las personalidades que más ha marcado la segunda mitad del siglo XX y el principio del XXI. Una persona que no es nada arrogante, que por momentos trata de reducir su propio papel, sin que esto lo disminuya —todo lo contrario—. Alguien que reconoce que ha tenido tal o cual duda. Honestamente, creo que la personalidad y la verdadera humanidad de Fidel Castro están en este libro».
Ignacio Ramonet
Nació en Redondela, Pontevedra (Galicia), el 5 de mayo de 1943. Es doctor en Semiología e Historia de la Cultura y catedrático de Teoría de la comunicación. Especialista en geopolítica y estrategia internacional, y consultante de la ONU. Actualmente imparte clases en La Sorbona de París. Desde 1999 dirige Le Monde Diplomatique y Manière de voir. Es también cofundador de ATTAC y Media Watch Global, y uno de los principales promotores del Foro Social Mundial. Ha publicado, entre otros libros, La golosina visual (1985), Cómo nos venden la moto (con Noam Chomsky, 1995), El pensamiento único (con Fabio Giovannini y Giovanna Ricoveri, 1996), Un mundo sin rumbo (1997), Rebeldes, dioses y excluidos (con Mariano Aguirre, 1998), Propagandas silenciosas (2002), Iraq, historia de un desastre (2004), ¿Qué es la globalización? (con Jean Ziegler, Joseph Stiglitz, Ha-Joon Chang, René Passet y Serge Halimi, 2004) y Cien horas con Fidel/Fidel Castro, Biografía a dos voces (2006).
Juventud Rebelde
La conversación se inicia antes de la ronda de preguntas, en una entrevista que pasa por la emboscada de las cámaras. Se filmará para la Mesa Redonda de la Televisión Cubana, y mientras los técnicos y camarógrafos improvisan el set, a Ignacio Ramonet se le ve distendido y hasta bromeamos sobre un hecho aplastante: en sus intensas Cien horas con Fidel está casi todo lo que la humanidad periodística, de un lado y del otro de la verja política que indudablemente separa el ejercicio de nuestra profesión, habría querido preguntarle alguna vez al Comandante en Jefe.
«Usted es un gandío; no le ha dejado nada a sus colegas. Ni una hora». Y él se ríe, y casi se disculpa, y luego, en serio, comentamos las últimas noticias editoriales. «Está agotada en España la primera edición, y casi la segunda. Vamos para la tercera, que será idéntica a la que tendrán los lectores cubanos», cuenta. Las versiones en inglés, portugués y francés vuelan en las librerías, mientras se concilian contratos en otras lenguas. Ramonet acaba de pasar por Japón, donde firmó un acuerdo para la traducción y publicación del libro en ese país, y tiene noticias de que tres editores surcoreanos se disputan la edición príncipe en ese idioma. En Estados Unidos, donde se distribuyeron más de 40 000 ejemplares, el libro se vende en circuitos populares, con gran éxito.
Mientras habla, su expresión es de asombro. Reconoce que el libro ha navegado con enorme suerte, a pesar de la campaña internacional que se desató antes de que saliera de imprenta y a que celebraron por anticipado el hundimiento no solo de estas Cien horas con Fidel , sino de la credibilidad profesional del autor.
Pero de eso hablaremos más adelante, porque ahora se han encendido las luces, corre la cinta de la cámara y, por desgracia, no disponemos de cien horas, sino de solo 30 minutos para conversar, antes de que él salga apurado por la puerta a cumplir un intensísimo programa de presentaciones en medio mundo, empezando por Cuba.
—El pasado 16 de mayo usted presentó la primera edición del libro, que tenía unas 700 páginas. Pocos meses después, esta segunda edición tiene exactamente 800 páginas. ¿No debería llamarse ahora este volumen Más de Cien horas con Fidel?
—En realidad, las horas que yo pasé con él son las mismas. Lo que ha aumentado entre la primera y la segunda edición son las horas que Fidel ha pasado trabajando sobre sus mismas respuestas. La diferencia entre las dos ediciones es que en la primera él solo había podido ver rápidamente el volumen por falta de tiempo y por sus obligaciones. En la presentación de la primera edición, él mismo se dio cuenta, al releer el libro, que era necesario añadir precisiones que solo él podía hacer.
—No solo precisiones. Hay también importantes novedades.
—Son precisiones alargadas. Por ejemplo, voy a citar tres o cuatro que son importantes añadidos, porque como dice usted entre la primera y la segunda edición hay casi cien páginas de diferencia, sin contar las mil y una modificaciones que ha hecho, más bien de estilo. En la primera versión, se había conservado el tono conversacional, mientras que ahora le ha querido dar un carácter más escrito, porque se trata, lógicamente, de un libro.
—¿Qué modificaciones hay? ¿Qué añadidos?
—En la primera parte ha incluido múltiples modificaciones que describen mejor aún la infancia de un niño en el campo de la provincia del Oriente de Cuba entre los años 20 y 30. En la primera edición había un desequilibrio, que era un poco culpa mía, porque le hice muchas preguntas sobre el padre y pocas sobre la madre. Ahora añade unos párrafos muy personales, muy emotivos, sobre su mamá, que no se encuentran en declaraciones y libros anteriores a este.
«Otro añadido importante está en el capítulo de la Crisis de Octubre, donde incorporó a su respuesta las cartas que él le envió a Nikita Jruschov. No son inéditas, pero no todo el mundo las conocía. Él las entrega para que la gente pueda entender mejor las circunstancias en que se produjo una de las crisis más graves que haya vivido el mundo en los últimos 50 años».
—Absolutamente inéditas son las cartas que Fidel le envió a Saddam Hussein, y que aparecen por vez primera aquí.
—Cuando hablamos de la crisis de la guerra en Iraq, él me dijo: «Yo hasta le mandé un mensaje a Saddam Hussein, incitándolo a demostrar que no tenía armas de destrucción masiva y a que evitara el ataque». Eso aparece en la primera edición. En esta versión figuran, por primera vez y de manera integral, dos cartas que le envió después de la invasión de Iraq a Kuwait, a inicios de los ’90.
«También, está la versión más completa que haya dado él del golpe de Estado de abril de 2002, contra Chávez en Venezuela».
—Usted tuvo una gran primicia, porque es la primera vez que Fidel hace el relato detallado de los hechos relacionados con el golpe de estado en Venezuela y el retorno del presidente Hugo Chávez a Miraflores.
—Exacto. En la primera edición se entendía que él había participado, pero con muchos menos elementos. Mientras que aquí reproduce en detalle las conversaciones telefónicas que sostuvo con Chávez, con diferentes generales, etc., y se ve muy bien cómo él mismo vivió ese golpe de Estado. Creo que su intervención fue decisiva para que los hechos cambiasen en Venezuela en aquellos días.
—Usted ha hecho énfasis en que este libro de entrevistas no es un interrogatorio. ¿Qué quiere decir exactamente?
—Muchas personas en Europa, en España especialmente, me han dicho: «Usted no ha sido muy crítico, no le hace las preguntas molestas». He contestado que aquí están casi todas las preguntas sobre aspectos que se pueden discutir y algunos controvertidos en esta larga experiencia de casi 50 años de la Revolución cubana. Lo que no están hechas con un tono agresivo, ni con un tono de interrogatorio. El interrogatorio es para la policía. Un periodista no interroga. Un periodista hace preguntas, y la responsabilidad de las respuestas la tiene el entrevistado.
«Quería que tuviésemos una conversación. Lo he dicho otras veces: él jamás me planteó ninguna condición. Él se dejó llevar por donde yo decidí conducir la entrevista. Y no se me ocurrió jamás el interrogatorio, porque yo sabía que cualquier pregunta, por delicada que fuera, él la iba a contestar, con argumentos serenos y de peso. Y fue lo que ocurrió.
«Cualquier persona que lea este libro sin una opinión decidida, a favor o en contra de la Revolución, encuentra en las respuestas de Fidel una argumentación. No se excluyen muchos aspectos de la experiencia cubana que pueden considerarse problemáticos, a los que él siempre da una respuesta, a mi juicio, honesta y documentada».
—Entre mis notas del día en que se presentó la primera edición del libro, en el Palacio de las Convenciones, aparece esta frase de Fidel: «No fue una entrevista complaciente, a pesar de que las sabandijas lo han acusado de ello». También lo acusaron de que la entrevista era falsa, las fotos eran trucadas y de otras cosas. ¿Por qué se produjo esta reacción?
—En Europa existe la tradición de que, antes de salir el libro a la venta, si este es considerado interesante, los periódicos le piden al editor un extracto, que se publica días antes de la aparición del texto en librerías. Un gran periódico español (El País) le pidió la autorización al editor. Se publicó un fragmento amplio del último capítulo, el XXVI, que se llama «Después de Fidel qué». El documento iba ilustrado con una fotografía de la entrevista, en la que estamos Fidel y yo, conversando. Allí él habla de lo que podría ocurrir el día en que deje de tener la responsabilidad que tiene en Cuba. Apenas salió este fragmento, inmediatamente empezaron las críticas hostiles.
«Lo primero que se dijo fue: “Es una falsa entrevista. Ramonet no ha podido entrevistar a Fidel Castro, porque él lleva semanas muerto”. Segundo: “Es falsa, porque una parte de las respuestas está sacada de discursos”. Y tercero: “La fotografía es un montaje; se ha pegado una fotografía de Ramonet sentado en una silla, con otra, de otro momento, donde está Fidel”».
«Sin salir aún el libro, ya había un debate. La prensa, particularmente la de Miami, comenzó a especular. Titularon: “Periodista publica falsa entrevista con Fidel Castro”, y ese tipo de cosas. Cuando salió el libro, se dieron cuenta de que era muy difícil inventarse una entrevista de 700 páginas. Hubiera sido un trabajo extremadamente complicado. Y por otra parte, yo siempre expliqué que Fidel me autorizó —en algunas preguntas donde su respuesta era “Eso ya lo he contestado en tal artículo o tal discurso”— a reproducir esas ideas, de lo cual estuvo al tanto y en principio revisó.
«Las fotografías eran tan evidentemente reales, que se podían contrastar con una serie de documentales para la televisión, con siete horas de filmación, que se difundieron en muchos canales en Europa antes de la salida del libro. «En España se vendió el libro en grandes almacenes y librerías, acompañado de un DVD, con una hora de la entrevista. Se ve a Fidel dando las respuestas que estaban en el periódico. No hay trucos.
«Todos estos ataques, que no me sorprendieron, porque siempre que se habla de Cuba hay polémica, acabaron por derrumbarse. El libro ha circulado con mucho éxito».
—Pero no solo hubo ataques verbales, sino también represalias. En esos días usted fue expulsado de La voz de Galicia, junto a Ramón Chao y el director de ese diario.
—Exacto. La simple publicación de la entrevista con Fidel me valió que me cerraran el contrato en ese periódico, donde yo publicaba una crónica semanal. A pesar de que era muy conocido que estaba trabajando en ese libro, pues me pasé más de tres años sobre ese proyecto. Junto conmigo, salió del diario mi amigo Ramón Chao, que tenía una posición solidaria. Fue una represalia, claro.
—Maravillas de la libertad de prensa...
—Se da continuamente esta situación. Acusan a Cuba de tal o cual abuso, pero en realidad el abuso yo lo he padecido, porque he sido víctima de censura, en particular en España, simplemente por hacer mi trabajo de periodista. Este es el libro de un periodista. ¿Es necesario este libro? Sí, es necesario. De Fidel Castro y de Cuba se habla mucho, todo el tiempo, pero nunca se les da la palabra.
«En encuentros con lectores en España he conversado con gente que no necesariamente tiene una postura favorable a la Revolución cubana, y me ha dicho: “Por fin hemos podido ver los argumentos de Fidel Castro, y son sólidos”.
«Fidel Castro es una de las personas más censuradas en los medios de comunicación: se habla de él, pero no se le da la palabra. Eso no es correcto. Me parece que lo normal es que un periodista le dé la palabra a quien no la tiene. Si a esa persona además se le critica o se le hacen reproches, lo lógico es que pueda explicarse».
—Fidel ha estado trabajando duramente en el libro, antes y después de la operación. ¿Ha seguido usted al tanto de la reescritura?
—Constantemente nos hemos estado comunicando, a través de los asistentes de Fidel. Desde el día de la presentación en que él se comprometió a revisar el libro completamente, porque no lo había podido hacer a fondo, como quería, él se dedicó a esa tarea con mucha energía, con mucho entusiasmo, y yo, por supuesto, estaba al tanto. Teníamos proyectado presentar el libro en ocasión de su cumpleaños, y yo iba a venir antes para trabajar juntos en el avance de esa corrección, de esa reescritura.
«Espero que el esfuerzo que él hizo para escribir el libro no haya sido en parte la causa de su fatiga, de su enfermedad. Lo espero, porque me sentiría culpable. Conozco, también, porque él lo ha dicho, que apenas empezó a recuperarse consagró mucha energía al libro. A pesar de que su estado era de cuidado, como el de cualquiera después de una operación como la que él padeció. Él quería terminar a toda costa este libro para que estuviese listo para la Cumbre de los No Alineados».
—Fue su regalo especial para los Jefes de Estado...
—Ese esfuerzo es admirable. Testimonia el carácter de la persona. A pesar de que estaba disminuido físicamente, por la operación claro, su energía la consagró a trabajar, de manera muy seria. Cada uno podrá comparar la primera edición con la segunda, y verá las miles de modificaciones que hizo. Cumplió lo prometido, y el libro salió a tiempo.
—¿Cuándo y cómo se enteró de que su entrevistado había sido sometido a una operación muy delicada y su vida corría peligro?
—Fíjese, yo estaba en aquel momento bastante aislado. Hacía senderismo en Los Alpes, con mi esposa y mis hijos. Había cortado el ordenador, el televisor y el teléfono —bueno, el teléfono no, ya uno no vive sin él. Pero estaba en una zona tan alta y tan aislada, que el teléfono celular no tenía cobertura. Iba por un senderito y de pronto milagrosamente mi teléfono sonó. Era Radio Caracol, de Bogotá, Colombia. Y me dicen: «La televisión cubana ha informado que Fidel Castro ha sido sometido a una operación. ¿Qué comentario le merece a usted esto?». Así me enteré. Salí inmediatamente a buscar la televisión, y vi a nuestro amigo Carlitos Valenciaga —la televisión francesa y todas las televisoras del mundo transmitieron la proclama que él leyó—. Tuve una gran preocupación, como mucha gente en todo el mundo.
—Yo estaba en España ese 31 de julio. La prensa allá reaccionó primero con morbo y después con estupor: no entendían por qué había tanta serenidad y tranquilidad en Cuba. Junto a todo eso sobrevino una avalancha de opiniones de los «transiciólogos». ¿A usted le sorprendió la reacción del pueblo cubano?
—Desde luego que no me sorprendió. La mejor prueba es que yo abordo el tema en la introducción del libro, algo que también me ha sido reprochado con frecuencia. Si recuerdas, digo que mucha gente especula sobre lo que ocurrirá en Cuba el día en que Fidel, por cualquier razón natural, ya no esté. Sobre todo, porque comparan a Cuba con lo que pasó en los países del Este, cuando se hundió la Unión Soviética. Y añado en la introducción: se equivocan. En Cuba no pasará nada de esto, porque sencillamente Cuba no es un país del Este, donde la Revolución fue traída por soldados de la Unión Soviética. En Europa no surgió del interior de esas sociedades, aunque hubiese personas que deseaban esa Revolución. Mientras que en Cuba la Revolución fue un fenómeno endógeno, surgido aquí, ligado a su historia.
«Por otra parte, por mucho que la gente especule sobre el descontento que pudiera haber, la mayoría de la población se adhiere a este sistema. Cuando aquí se produce este accidente de salud, cuando de manera institucional hay una transmisión provisional de responsabilidades, lo que está pasando era lo que podíamos predecir que iba a pasar. A mí no me sorprendió, como no le sorprendió a usted, y a muchísima gente. Era lo más natural.
«Especular lo contrario proviene de la gente que se engaña con sus propias mentiras. Que acaba por creer sus propias mentiras y pierde la capacidad del análisis objetivo para ver una realidad. Este es un país donde, en 47 años, no ha habido insurrecciones populares, como las ocurridas en los países del Este. Esto tiene alguna significación, y no se puede explicar con el argumento de la represión. A pesar de la represión, se sublevó la gente en Polonia, en la República Democrática Alemana, en Rumania y en Checoslovaquia. En Cuba, la reacción de la gente no tiene que ver con la represión.
«Los “transiciólogos” deberían haber leído el libro. Fidel en un momento dado me pregunta: “¿Usted me está hablando de la transición?”. Y yo le respondo: “Sí, sí, de la transición. Hábleme de ella”. Y lo aborda de la manera más natural. “En este país hemos tenido que hablar de eso desde el principio”, dice. “Porque ha habido 600 tentativas de atentado contra mí. Hemos tenido que pensar desde el principio qué pasaría, si yo no estuviera aquí”. La manera en que se va a dar esa transición está más que institucionalizada. Por tanto, la sorpresa solo fue para la gente que no quería ver la realidad».
—¿Es verdad que usted fue miembro de una célula «castrista» en Tánger?
—Tanto como célula no, porque el grupo lo creé yo. Cuando yo era niño, tendría 12 o 13 años, en 1956, frecuentaba una peluquería en Tánger. El peluquero era un señor que había estado mucho tiempo en Cuba, español pero apegado a la Isla. La revista que él ponía para entretener la espera de los clientes, era Bohemia. Curiosamente yo empecé a leer en la Bohemia, en sus páginas color salmón, las crónicas rojas con testimonios de las represalias de la dictadura. Una cosa llevó a la otra: descubrí la personalidad de Fidel Castro, las acciones del Movimiento 26 de Julio. La prensa no hablaba de esto aún. Cuba ni se conocía. Estaba demasiado lejos de las preocupaciones internacionales. Pero yo creé en el Instituto un pequeño grupo de simpatizantes castristas y del Movimiento 26 de Julio. Habíamos seguido el rapto de Fangio, del que se habló un poco. Seguimos los progresos hasta el triunfo de la Revolución, que sí fue un suceso que recogió la prensa internacional.
—¿Por qué ha dicho que muy tempranamente fue simpatizante de esta Revolución y no de otra?
—Yo vivía en Tánger, Marruecos, y lo que me preocupaba, siendo todavía niño —como a muchas personas de mi generación— era la descolonización. Nací en 1943. No pertenezco a la generación cuya verdadera batalla ha sido el fascismo-antifascismo. Esa fue la generación de mis padres: mi padre hizo la guerra de España; mi madre era militante sindical.
«Pertenezco a una generación cuya batalla central, durante su adolescencia y los primeros años de la edad adulta, es colonialismo-anticolonialismo. En particular, la liberación de los países colonizados. En primer lugar, de Marruecos, que se independizó en 1956, después de una lucha interna. Y también de Argelia, país vecino donde yo había vivido, que comenzó su lucha por la descolonización en 1954. Cuando apareció Cuba en mi vida, estábamos en plena guerra de Argelia. Y en la clase donde yo estaba estudiando, algunos compañeros míos eran argelinos refugiados en Tánger por la represión en su país.
«En ese contexto, lo que ocurría en Cuba lo valorábamos como la lucha por la liberación de un tipo de colonialismo, que se traducía en el imperialismo o el neocolonialismo del régimen que tenían ustedes aquí. Por eso la Revolución cubana nos parecía algo muy original —no era del tipo soviético y tampoco se parecía a la china. Era y es muy singular, y surge a partir de una tradición histórica, aunque hay influencias marxista-leninistas. Estaba la ascendencia martiana, que en aquel momento yo no podía identificar, que le da un carácter de entroncamiento con el movimiento de liberación latinoamericano, cosa que está muy bien explicada por Fidel en el libro, en el primer capítulo. Dice que la Revolución cubana tiene mucho que ver con la liberación de América Latina y las guerras de independencia, y que se inscribe en ese tipo de trayectoria. Y no en otra».
—«Hoy Ramonet me conoce más a mí que yo mismo». Lo dijo Fidel. ¿Es verdad eso?
—No, en lo absoluto. Lo dice porque es muy generoso. Solo he podido compartir con él unos días de su larga vida, en esa conversación. He tratado de dar mi visión de él, de su vida cotidiana profesional, e intenté traducir eso de manera honesta y objetiva. Él es así, como se describe en el libro. No es un ser doble: no es de una manera en un momento, y otras veces de otra. Creo que si uno lo ve regularmente durante una semana o durante diez días seguidos, se da perfecta cuenta de que él es así, sin comportamientos ocultos, o diferentes, o contrarios. Por supuesto que hay muchísima gente que lo conoce más que yo, porque lo han frecuentado durante años a lo largo de su vida.
«El interés que despierta el libro se debe a que, a lo largo de esta conversación, él cuenta su vida. Una vida vista desde el interior. El libro tiene un argumento casi de novela policiaca, que es: ¿cómo este niño de Birán se transforma en Fidel Castro? ¿Cómo un niño nacido en un pueblo que ni siquiera es un pueblo, en un contexto rural y poco desarrollado —sin electricidad, sin casi nada—, en una familia relativamente conservadora, educado en escuelas religiosas católicas conservadoras; cómo ese niño, repito, se transforma en uno de los principales revolucionarios del siglo XX? Este es el misterio y el hilo conductor de la conversación».
—En la presentación de su libro en España, donde se titula Fidel Castro. Biografía a dos voces una escritora a la que admiro muchísimo, Belén Gopegui, aseguraba que «en los días más oscuros, como en los días más claros, la historia que se cuenta en este libro va a permanecer». Los cubanos sabemos muy bien que esta historia, efectivamente, perdurará. ¿Y el libro? ¿Qué perdurará de esta edición que pronto tendrán en sus manos los cubanos?
—A mí me gustaría que quedase de este libro la posibilidad que tiene el lector de acercarse, de manera muy íntima y muy personal, a alguien como Fidel Castro. Alguien que siendo una persona muy pública, es también muy reservado. Un hombre tímido, al que no le gusta hablar de sí. El lector y la lectora van a seguir una conversación en la que él habla de él, aunque se esté refiriendo a la política internacional, a la gran política, y a la Revolución. Cuando se refiere a hechos aparentemente ajenos, uno siente que está hablando en definitiva de él mismo, de su visión de procesos esenciales en los que ha estado involucrado.
«Lo trascendente del libro es este acompañamiento, esta cercanía a una de las personalidades que más ha marcado la segunda mitad del siglo XX y el principio del XXI. Una persona que no es nada arrogante, que por momentos trata de reducir su propio papel, sin que esto lo disminuya —todo lo contrario—. Alguien que reconoce que ha tenido tal o cual duda. Honestamente, creo que la personalidad y la verdadera humanidad de Fidel Castro están en este libro».
Ignacio Ramonet
Nació en Redondela, Pontevedra (Galicia), el 5 de mayo de 1943. Es doctor en Semiología e Historia de la Cultura y catedrático de Teoría de la comunicación. Especialista en geopolítica y estrategia internacional, y consultante de la ONU. Actualmente imparte clases en La Sorbona de París. Desde 1999 dirige Le Monde Diplomatique y Manière de voir. Es también cofundador de ATTAC y Media Watch Global, y uno de los principales promotores del Foro Social Mundial. Ha publicado, entre otros libros, La golosina visual (1985), Cómo nos venden la moto (con Noam Chomsky, 1995), El pensamiento único (con Fabio Giovannini y Giovanna Ricoveri, 1996), Un mundo sin rumbo (1997), Rebeldes, dioses y excluidos (con Mariano Aguirre, 1998), Propagandas silenciosas (2002), Iraq, historia de un desastre (2004), ¿Qué es la globalización? (con Jean Ziegler, Joseph Stiglitz, Ha-Joon Chang, René Passet y Serge Halimi, 2004) y Cien horas con Fidel/Fidel Castro, Biografía a dos voces (2006).
Saturday, October 07, 2006
LULA LÁ DE NOVO para continuarmos transformando o Brasil. Vote no 13: LULA PARA PRESIDENTE!
Amiga/o, diante de fatos não há argumentos. Leia com atenção os dados abaixo
As fontes estão no final do texto. Veja a diferença do governo Lula (3,5 anos ) e do Fernando Henrique Cardoso (8 anos). Nas minhas andanças acompanhando as CEBs, Pastorais sociais e os movimentos populares por Minas Gerais, eu tenho visto que os números abaixam refletem o que o povo está dizendo.
Um abraço terno. Frei Gilvander Moreira, email: gilvander@igrejadocarmo.com.br
Compare. Recicle seus argumentos. As fontes estão no final.
Comparação entre 4 (na verdade 3 e meio) anos do governo Lula X 8 anos do governo FHC (as fontes estão ao final) :
Número de policiais federais:
Lula: 11 mil
FHC: 5 mil
Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro etc.:
Lula- 183
FHC- 20
Prisões efetuadas:
Lula: 2.971
FHC: 54
Criação de empregos:
Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada)
FHC: 700 mil
Média anual de empregos gerados :
Lula: 1,14 milhão
FHC: 87,5 mil
Média mensal de empregos gerados:
Lula: 95 mil
FHC: 8,7 mil
Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:
Lula: 8,3%
FHC: 11,7%
Desemprego em SP:
Lula: 16,9%
FHC: 19,0%
Exportações (em dólares):
Lula: 118,3 bilhões
FHC: 60,4 bilhões
Balança comercial (em dólares):
Lula: 103,3 bilhões
FHC: - 8,4 bilhões
Transações correntes (em dólares):
Lula: 30,1 bilhões
FHC: - 186,2 bilhões
A comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC :
Risco-país:
Lula: 204
FHC: 2.400
* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
Inflação:
Lula: 2,8%
FHC: 12,53%
Dívida com o FMI (em dólares):
Lula: dívida paga
FHC: 14,7 bilhões
Dívida com o Clube de Paris (em dólares):
Lula: dívida paga
FHC: 5 bilhões
Dívida externa:
Lula: 2,41%
FHC:12,45%
Investimento em desenvolvimento (em reais):
Lula: 47,1 bilhões
FHC: 38,2 bilhões
Empréstimo para habitação (em reais):
Lula: 4,5 bilhões
FHC: 1,7 bilhões
PIB:
Lula: 2,6% ao ano (até 2005)
FHC: 2,3% ao ano
Crescimento industrial:
Lula: 3,77%
* O lucro líquido das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou nos três anos e meio de governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao período da segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002.
Folha de S. Paulo (20/08/2006)
FHC: 1,94%
Produção de bens duráveis:
Lula: 11,8%
FHC: 2,4%
Lembrando: comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC:
Aumento na produção de veículos:
Lula: 2,4%
FHC: 1,8%
Crédito para a agricultura familiar:
Lula: 6,1%
FHC: 2,4%
Crescimento real do salário mínimo:
Lula: 25,3%
FHC: 20,6%
* Ganho real de 25,7% em três anos
Valor do salário mínimo em dólares:
Lula: 152
FHC: 55
Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:
Lula: 2,2 cestas básicas
FHC: 1,3 cesta básica
Aumento do custo da cesta básica:
Lula: 15,6%
FHC: 81,6%
Transferência de renda (em reais):
Lula: 7,1 bilhões
FHC: 2,3 bilhões
Média por família:
Lula: 70 reais
FHC: 25 reais
Atendidos pelo programa Saúde da Família:
Lula: 43,4%
FHC: 30,4%
Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):
Lula: 33,7%
FHC: 17,5%
* 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.
Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):
Lula: 21,6
FHC: 55,7
Número de turistas que vêm ao Brasil:
Lula: 4,6 milhões
FHC: 3,8 milhões
Pró-jovem - estudo subsidiado
Lula: 93 mil (18 a 24 anos)
FHC: ...
* 100 reais por mês de subsídio a cada estudante
Bolsa Família
Lula: 11,1 milhões de famílias
FHC: .....
* Educação e subsídio alimentar
Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino
Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas
FHC: zero
Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)
Lula: 3,3 milhões de brasileiros
FHC: zero
Áreas ambientais preservadas
Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)
Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares
Apoio à agricultura familiar
Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)
FHC: 2,5 bilhões (último ano de governo)
* O governo Lula investirá 10 bilhões na safra 2006/2007
Compra de terras para Reforma Agrária
Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)
FHC: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Lula: 14,99 bilhões
FHC: 8,3 bilhões
Investimentos em alimentação escolar:
Lula: 1 bilhão
FHC: 848 milhões
Investimento anual em saúde básica:
Lula: 1,5 bilhão
FHC: 155 milhões
Equipes do Programa Saúde da Família:
Lula: 21.609
FHC: 16.698
População atendida pelo Prog. Saúde da Família:
Lula: 70 milhões
FHC: 55 milhões
Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:
Lula: 39,7%
FHC: 31,9%
Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:
Lula: 151 mil
FHC: 119 mil
Juros:
Lula: 16%
FHC: 25%
BOVESPA
Lula: 35,2 mil pontos
FHC: 11,2 mil pontos
Dívida externa:
Lula: 165 bilhões
FHC: 210 bilhões
Desemprego no país:
Lula: 9,6%
FHC: 12,2%
Dívida/PIB:
Lula: 51%
FHC: 57,5%
Eletrificação Rural
Lula: 3.000.000 de pessoas
FHC: 2.700 pessoas
Livros gratuitos para o Ensino Médio
Lula: 7 milhões
FHC: zero
Geração de Energia Elétrica
Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência.
Está prevista para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.
FHC: APAGÃO
COMO HÁ HONESTIDADE, RECICLE SEUS ARGUMENTOS.
* Entre os anos de 2000 a 2005, as ações da Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815%. Durante o governo do presidente Lula, a Polícia Federal realizou 183 operações e 2.961 prisões. Uma média de 987 presos por ano. Já nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas, ou seja, uma média de 27 capturas por ano.
Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar - desde
1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg.; SUS
CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado;
CONCLUSÃO: O governo Lula está aquém do que nós esperávamos, mas, comparando
com o FHC do PSDB, é melhor em todos os quesitos. A vitória de Geraldo
Alkiman no 2o Turno seria um grande retrocesso. Alkiman, de saída,
privatizará a Petrobrás, a Eletrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Ecoñômica
Federal, os Correios e mais algumas estatais restantes. FHC privatizou 170
empresas estatais, melhor dizendo, entregou-as a preço de banana. A
Companhia Vale do Rio Doce foi vendida por uma ninharia, dada quase de graça
Alkiman seria o presidente da classe dominante. Assinaria a ALCA e seria
submisso ao BUSH e ao imperialismo dos EUA. Lula precisa continuar porque
representa um projeto de cunho mais popular. Os pobres ganharão com a
reeleição de Lula e os ricos perderão. Os ricos ganharão com a eleição de
Alkiman e os pobres perderão.
No Governo FHC do PSDB, a CPI do Banestado foi abortada, pois revelaria um
escândalo de corrupção muito maior do que a CPI do Mensalão (Valeroduto).
Houve corrupção também entre integrantes do governo Lula, mas nunca se
apurou tanta corrupção como no governo Lula. Basta conferir a quantidade de
gente que a Polícia Federal prendeu no governo Lula: mais de 3.000 corruptos
empresários ricaços.
Logo, em 29 de outubro, LULA LÁ DE NOVO para continuarmos transformando o Brasil.
Vote no 13: LULA PARA PRESIDENTE!
Um abraço terno na luta pelos Direitos Humanos dos pobres.
Frei Gilvander Moreira
email: gilvander@igrejadocarmo.com.br
As fontes estão no final do texto. Veja a diferença do governo Lula (3,5 anos ) e do Fernando Henrique Cardoso (8 anos). Nas minhas andanças acompanhando as CEBs, Pastorais sociais e os movimentos populares por Minas Gerais, eu tenho visto que os números abaixam refletem o que o povo está dizendo.
Um abraço terno. Frei Gilvander Moreira, email: gilvander@igrejadocarmo.com.br
Compare. Recicle seus argumentos. As fontes estão no final.
Comparação entre 4 (na verdade 3 e meio) anos do governo Lula X 8 anos do governo FHC (as fontes estão ao final) :
Número de policiais federais:
Lula: 11 mil
FHC: 5 mil
Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro etc.:
Lula- 183
FHC- 20
Prisões efetuadas:
Lula: 2.971
FHC: 54
Criação de empregos:
Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada)
FHC: 700 mil
Média anual de empregos gerados :
Lula: 1,14 milhão
FHC: 87,5 mil
Média mensal de empregos gerados:
Lula: 95 mil
FHC: 8,7 mil
Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:
Lula: 8,3%
FHC: 11,7%
Desemprego em SP:
Lula: 16,9%
FHC: 19,0%
Exportações (em dólares):
Lula: 118,3 bilhões
FHC: 60,4 bilhões
Balança comercial (em dólares):
Lula: 103,3 bilhões
FHC: - 8,4 bilhões
Transações correntes (em dólares):
Lula: 30,1 bilhões
FHC: - 186,2 bilhões
A comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC :
Risco-país:
Lula: 204
FHC: 2.400
* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
Inflação:
Lula: 2,8%
FHC: 12,53%
Dívida com o FMI (em dólares):
Lula: dívida paga
FHC: 14,7 bilhões
Dívida com o Clube de Paris (em dólares):
Lula: dívida paga
FHC: 5 bilhões
Dívida externa:
Lula: 2,41%
FHC:12,45%
Investimento em desenvolvimento (em reais):
Lula: 47,1 bilhões
FHC: 38,2 bilhões
Empréstimo para habitação (em reais):
Lula: 4,5 bilhões
FHC: 1,7 bilhões
PIB:
Lula: 2,6% ao ano (até 2005)
FHC: 2,3% ao ano
Crescimento industrial:
Lula: 3,77%
* O lucro líquido das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou nos três anos e meio de governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao período da segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002.
Folha de S. Paulo (20/08/2006)
FHC: 1,94%
Produção de bens duráveis:
Lula: 11,8%
FHC: 2,4%
Lembrando: comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC:
Aumento na produção de veículos:
Lula: 2,4%
FHC: 1,8%
Crédito para a agricultura familiar:
Lula: 6,1%
FHC: 2,4%
Crescimento real do salário mínimo:
Lula: 25,3%
FHC: 20,6%
* Ganho real de 25,7% em três anos
Valor do salário mínimo em dólares:
Lula: 152
FHC: 55
Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:
Lula: 2,2 cestas básicas
FHC: 1,3 cesta básica
Aumento do custo da cesta básica:
Lula: 15,6%
FHC: 81,6%
Transferência de renda (em reais):
Lula: 7,1 bilhões
FHC: 2,3 bilhões
Média por família:
Lula: 70 reais
FHC: 25 reais
Atendidos pelo programa Saúde da Família:
Lula: 43,4%
FHC: 30,4%
Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):
Lula: 33,7%
FHC: 17,5%
* 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.
Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):
Lula: 21,6
FHC: 55,7
Número de turistas que vêm ao Brasil:
Lula: 4,6 milhões
FHC: 3,8 milhões
Pró-jovem - estudo subsidiado
Lula: 93 mil (18 a 24 anos)
FHC: ...
* 100 reais por mês de subsídio a cada estudante
Bolsa Família
Lula: 11,1 milhões de famílias
FHC: .....
* Educação e subsídio alimentar
Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino
Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas
FHC: zero
Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)
Lula: 3,3 milhões de brasileiros
FHC: zero
Áreas ambientais preservadas
Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)
Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares
Apoio à agricultura familiar
Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)
FHC: 2,5 bilhões (último ano de governo)
* O governo Lula investirá 10 bilhões na safra 2006/2007
Compra de terras para Reforma Agrária
Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)
FHC: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Lula: 14,99 bilhões
FHC: 8,3 bilhões
Investimentos em alimentação escolar:
Lula: 1 bilhão
FHC: 848 milhões
Investimento anual em saúde básica:
Lula: 1,5 bilhão
FHC: 155 milhões
Equipes do Programa Saúde da Família:
Lula: 21.609
FHC: 16.698
População atendida pelo Prog. Saúde da Família:
Lula: 70 milhões
FHC: 55 milhões
Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:
Lula: 39,7%
FHC: 31,9%
Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:
Lula: 151 mil
FHC: 119 mil
Juros:
Lula: 16%
FHC: 25%
BOVESPA
Lula: 35,2 mil pontos
FHC: 11,2 mil pontos
Dívida externa:
Lula: 165 bilhões
FHC: 210 bilhões
Desemprego no país:
Lula: 9,6%
FHC: 12,2%
Dívida/PIB:
Lula: 51%
FHC: 57,5%
Eletrificação Rural
Lula: 3.000.000 de pessoas
FHC: 2.700 pessoas
Livros gratuitos para o Ensino Médio
Lula: 7 milhões
FHC: zero
Geração de Energia Elétrica
Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência.
Está prevista para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.
FHC: APAGÃO
COMO HÁ HONESTIDADE, RECICLE SEUS ARGUMENTOS.
* Entre os anos de 2000 a 2005, as ações da Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815%. Durante o governo do presidente Lula, a Polícia Federal realizou 183 operações e 2.961 prisões. Uma média de 987 presos por ano. Já nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas, ou seja, uma média de 27 capturas por ano.
Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar - desde
1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg.; SUS
CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado;
CONCLUSÃO: O governo Lula está aquém do que nós esperávamos, mas, comparando
com o FHC do PSDB, é melhor em todos os quesitos. A vitória de Geraldo
Alkiman no 2o Turno seria um grande retrocesso. Alkiman, de saída,
privatizará a Petrobrás, a Eletrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Ecoñômica
Federal, os Correios e mais algumas estatais restantes. FHC privatizou 170
empresas estatais, melhor dizendo, entregou-as a preço de banana. A
Companhia Vale do Rio Doce foi vendida por uma ninharia, dada quase de graça
Alkiman seria o presidente da classe dominante. Assinaria a ALCA e seria
submisso ao BUSH e ao imperialismo dos EUA. Lula precisa continuar porque
representa um projeto de cunho mais popular. Os pobres ganharão com a
reeleição de Lula e os ricos perderão. Os ricos ganharão com a eleição de
Alkiman e os pobres perderão.
No Governo FHC do PSDB, a CPI do Banestado foi abortada, pois revelaria um
escândalo de corrupção muito maior do que a CPI do Mensalão (Valeroduto).
Houve corrupção também entre integrantes do governo Lula, mas nunca se
apurou tanta corrupção como no governo Lula. Basta conferir a quantidade de
gente que a Polícia Federal prendeu no governo Lula: mais de 3.000 corruptos
empresários ricaços.
Logo, em 29 de outubro, LULA LÁ DE NOVO para continuarmos transformando o Brasil.
Vote no 13: LULA PARA PRESIDENTE!
Um abraço terno na luta pelos Direitos Humanos dos pobres.
Frei Gilvander Moreira
email: gilvander@igrejadocarmo.com.br
El primer golpe de Estado contra Evo Morales está previsto para este miércoles, 11 de octubre
Por: Heinz Dieterich
Fuentes confiables del alto gobierno boliviano, que pidieron el anonimato, revelaron que el primer intento de golpe de Estado contra Evo Morales está planeado para este miércoles, 11 de octubre. El uso de francotiradores en la matanza de Huanuni, que causaron siete muertos, indica la participación de los golpistas en los disturbios mineros. Militares chilenos estarían involucrados en la conspiración.
1. Buscando Generales matones
Hace algunas semanas, oficiales de la policía boliviana se acercaron a generales de las Fuerzas Armadas de Bolivia (FAB), investigando su disposición para dar un golpe de Estado conjunto. Tal como sucedió en el caso chileno con el General constitucionalista René Schneider, y en Venezuela con el General Raúl Baduel, también en Bolivia uno de los militares claves para el éxito de la asonada, se negó a participar e informó al Presidente. Ahora siguen los preparativos sin él. Y siguen los anuncios en la radio que elogian al “ejército patriótico que mató al Che Guevara y la subversión”.
Los militares nunca dan un golpe de Estado en el aire, me dijo hace siete años el amigo, General Alberto Mueller Rojas, hoy día, miembro del Estado Mayor Presidencial de Hugo Chávez. Es esta lógica que se observa desarrollar actualmente en Bolivia. Todo un bloque conspirativo compuesto por diferentes fuerzas sociales y estatales trabaja aceleradamente para acabar con el Presidente Evo Morales.
2. La conspiración institucional
Los prefectos (gobernadores) de los Estados energéticos y separatistas Beni, Pando, Santa Cruz de la Sierra y Tarija, promueven la conformación de los llamados “Comités Civiles”, que son las cabezas de lanza de la subversión política visible. Tanto los prefectos como los comités cívicos han entrado en franca rebelión contra el gobierno constitucional de Evo Morales, al declarar que “no acatarán la Constitución Política del Estado emergente de la Asamblea Constituyente, en caso de que esta no sea aprobada en todos sus artículos por los dos tercios de votos” de los constituyentes. Advierten avanzar en las “autonomías departamentales”, si no se cumple esa condición suya.
Cuentan, por supuesto, con el apoyo de la Corte Suprema de Justicia de la Nación ---tan reaccionaria y corrupta como sus demás homólogos burgueses en el mundo--- que le proporciona a la insubordinación la apología del delito.
Ante la reciente declaración de la Asamblea Constituyente de considerarse “originaria, plenipotenciaria y funcional”, es decir, no restringida en su construcción del nuevo Estado por la normatividad existente, los magistrados sostienen la posición de los prefectos facciosos. Dictaminan que según el derecho constitucional el poder de la Asamblea Constituyente no es “originario-fundacional” sino “derivado-reformador” y, por lo tanto, subordinado a la legislación vigente que exige los dos tercios de los votos.
3. La conspiración social
Los comités civiles cuentan con el financiamiento de sectores empresariales y la colaboración de altos oficiales de la policía, por ejemplo, coroneles. Sus actos son inflados y promulgados por los medios de comunicación privada, muchas veces con los patrones de la propaganda fascista que se usan en Venezuela contra el gobierno de Hugo Chávez. Algunos de los más importantes medios están en manos de magnates capitalistas con fuertes inversiones agrícolas en las provincias separatistas y que temen la reforma agrícola del gobierno.
En lo social, las asociaciones de padres de familia ---por lo general reaccionarias y controladas por la Iglesia en América Latina--- en alianza con sectores del magisterio y los colegios y universidades privadas promueven paros, bloqueos y manifestaciones contra el gobierno. Sectores energéticos tratan de generar escasez de diesel y gasolina, a fin de producir malestar entre la población.
4. El modelo de Chile
Al igual que en Chile, los transportistas tienen la función de quebrar la economía y la paz pública con un paro nacional, convocado para el miércoles de la próxima semana, con la intención de hacer confluir todos los sectores anti-gubernamentales en un gran frente desestabilizador.
Refiriéndose explícitamente al paro subversivo de los transportistas chilenos contra Salvador Allende (1972), financiado por la CIA estadounidense, Evo Morales calificó hace tres días al paro boliviano como un paro “ideológico”: “Es la lucha del poder”, dijo el líder popular y dejó claro lo que está en juego: “o los grupos gamonales (elite, H.D.) , o los movimientos populares”.
Tiene toda la razón Evo, como revelan los documentos del Church Committee (1976) y las recientes memorias del líder militar de la organización fascista chilena “Patria y Libertad”, Roberto Thieme, sobre su colaboración subversiva con la Marina de Guerra y los transportistas chilenos en la destrucción del gobierno de la Unidad Popular.
5. El costo político de Huanuni
Aprovechando el enfrentamiento armado entre cooperativistas y asalariados mineros en Huanuni, Departamento de Potosí, que ha dejado alrededor de quince muertos y más de cien heridos, la Central Obrera Boliviana (COB) y la Central Obrera Regional (COR) de El Alto, se desplazan peligrosamente hacia este frente desestabilizador y antagónico al gobierno, mientras la Federación Nacional de Cooperativistas Mineros (Fencomin) rompió su alianza política con el Movimiento al Socialismo (MAS), el partido de gobierno.
El conflicto de Huanuni es de origen económico. Se produjo por el intento de unos cuatro mil cooperativistas mineros de la Fencomin, clientela del Ministro de Minería Walter Villarroel, de quedarse con la explotación de la más rica mina de estaño de Bolivia, Posokoni, expulsando de manera violenta a unos mil mineros asalariados de la empresa estatal COMIBOL.
La Fencomin es una organización pequeñoburguesa depredadora que bajo los débiles gobiernos de Carlos Mesa y Rodríguez Veltzé se convirtió en un poder económico y político expansionista y antiético. Ya en mayo y junio del 2004, tomó las minas de Caracoles y Colquiri, desalojando por la fuerza a los mineros estatales y sus familias.
El gobierno de Evo fue sorprendido por la violencia en Hunani. Y ante la disyuntiva de matar a mineros con las Fuerzas Armadas, por una parte, o de ser acusado de “negligencia” y “ausencia del Estado”, por otra, pasaron alrededor de 30 horas de respuesta energética, que se convirtieron en una bonanza propagandística y política para la derecha. Esta aprovechó al máximo su hegemonía en los medios de comunicación y, muy semejante a la manipulación mediática durante los días del coup d´etat en Venezuela (2002), ha golpeado incesantemente al gobierno.
6. La Falange internacional
En Bolivia se sigue minuciosamente el manual de la subversión estadounidense. La máquina facciosa es lubricada con dinero, patrones propagandísticos y programación política-paramilitar por el imperialismo estadounidense que después del 11 de septiembre, 2001 puso a Evo Morales en la lista negra que usan las fuerzas de seguridad de Estados Unidos para rastrear a “terroristas”.
Los cómplices de la Unión Europea y las transnacionales energéticas complementan la falange subversiva. “BP-Tony”, Primer Ministro británico y agente político de la British Petroleum, ha instigado a las empresas energéticas del Reino Unido que no inviertan en el gas de Bolivia.
Lo que Tony Blair hace en lo oscurito de Downing Street 10, la transnacional brasileña-internacional, Petrobrás, lo hace con obscena transparencia. Administrada, de hecho, por los banqueros de Wall Street y la City en Londres, ha desplegado una actitud depredadora y neocolonial frente a Bolivia y los demás países latinoamericanos, que hace palidecer el comportamiento de algunas otras transnacionales occidentales. A semejanza de la Repsol, y antes PdVSA, es esencialmente una fachada para la penetración de la petrocracia y el capital financiero anglo-estadounidense, con una despiadada política neocolonial, que requiere urgentemente la organización de un boicot de todos sus productos en toda América Latina, para quebrar su parasitaria tecnocracia chovinista-imperial y, también, para fortalecer a Lula.
La desaparición forzada de Jorge Julio López en Argentina evidencia de nuevo una ominosa verdad, que la opinión pública latinoamericana no quiere escuchar y, mucho menos, reconocer: que el poder de las oligarquías criollas sigue intacto en toda Sudamérica. Y que, como escribí en un artículo anterior, no ha sido tocado ni será tocado seriamente por los gobiernos desarrollistas de la región.
Parte esencial de este poder son los militares y las redes continentales del terrorismo de Estado de Washington, que en muchos casos son las de la “Operación Condor”. El reciente intento de asesinato del Presidente Chávez en el Zulia, en el cual el sicario logró escapar a Colombia, al igual que la participación de militares chilenos en reuniones de los conspiradores bolivianos, evidencia este escenario.
Chile tiene, por supuesto, un vital interés en mantener el suministro del gas boliviano a precios bajos, interés contra el cual atenta, como en el caso de Petrobrás y Repsol, la política de Evo de recuperar las condiciones de comercialización de los hidrocarburos nacionales.
7. Abortar el golpe de Estado
Todos quieren remover al “indio” Evo que perturba los negocios, al igual que al “negro” Chávez en Venezuela. Para Chávez, después del golpe militar fracasado, el medio de “remoción” seleccionado es el veneno o el accidente. En Bolivia, los gamonales y sus padrinos imperiales coinciden en que un golpe militar podría ser el medio adecuado. Solo que un golpe militar, como dice el amigo Mueller Rojas, no se puede dar en el “vacío”. Lo que vemos en Bolivia es el intento de la derecha mundial, de llenar este vacío.
Pero, el golpe militar es como el asalto bancario: solo tiene exitoso si conserva el momento de la sorpresa. Este momento lo han perdido los subversivos bolivianos. Es un deber ético divulgar su proyecto golpista de la manera más amplia posible, para abortarlo.
Hoy, más que nunca, la Revolución boliviana necesita nuestra solidaridad mundial.
Fuentes confiables del alto gobierno boliviano, que pidieron el anonimato, revelaron que el primer intento de golpe de Estado contra Evo Morales está planeado para este miércoles, 11 de octubre. El uso de francotiradores en la matanza de Huanuni, que causaron siete muertos, indica la participación de los golpistas en los disturbios mineros. Militares chilenos estarían involucrados en la conspiración.
1. Buscando Generales matones
Hace algunas semanas, oficiales de la policía boliviana se acercaron a generales de las Fuerzas Armadas de Bolivia (FAB), investigando su disposición para dar un golpe de Estado conjunto. Tal como sucedió en el caso chileno con el General constitucionalista René Schneider, y en Venezuela con el General Raúl Baduel, también en Bolivia uno de los militares claves para el éxito de la asonada, se negó a participar e informó al Presidente. Ahora siguen los preparativos sin él. Y siguen los anuncios en la radio que elogian al “ejército patriótico que mató al Che Guevara y la subversión”.
Los militares nunca dan un golpe de Estado en el aire, me dijo hace siete años el amigo, General Alberto Mueller Rojas, hoy día, miembro del Estado Mayor Presidencial de Hugo Chávez. Es esta lógica que se observa desarrollar actualmente en Bolivia. Todo un bloque conspirativo compuesto por diferentes fuerzas sociales y estatales trabaja aceleradamente para acabar con el Presidente Evo Morales.
2. La conspiración institucional
Los prefectos (gobernadores) de los Estados energéticos y separatistas Beni, Pando, Santa Cruz de la Sierra y Tarija, promueven la conformación de los llamados “Comités Civiles”, que son las cabezas de lanza de la subversión política visible. Tanto los prefectos como los comités cívicos han entrado en franca rebelión contra el gobierno constitucional de Evo Morales, al declarar que “no acatarán la Constitución Política del Estado emergente de la Asamblea Constituyente, en caso de que esta no sea aprobada en todos sus artículos por los dos tercios de votos” de los constituyentes. Advierten avanzar en las “autonomías departamentales”, si no se cumple esa condición suya.
Cuentan, por supuesto, con el apoyo de la Corte Suprema de Justicia de la Nación ---tan reaccionaria y corrupta como sus demás homólogos burgueses en el mundo--- que le proporciona a la insubordinación la apología del delito.
Ante la reciente declaración de la Asamblea Constituyente de considerarse “originaria, plenipotenciaria y funcional”, es decir, no restringida en su construcción del nuevo Estado por la normatividad existente, los magistrados sostienen la posición de los prefectos facciosos. Dictaminan que según el derecho constitucional el poder de la Asamblea Constituyente no es “originario-fundacional” sino “derivado-reformador” y, por lo tanto, subordinado a la legislación vigente que exige los dos tercios de los votos.
3. La conspiración social
Los comités civiles cuentan con el financiamiento de sectores empresariales y la colaboración de altos oficiales de la policía, por ejemplo, coroneles. Sus actos son inflados y promulgados por los medios de comunicación privada, muchas veces con los patrones de la propaganda fascista que se usan en Venezuela contra el gobierno de Hugo Chávez. Algunos de los más importantes medios están en manos de magnates capitalistas con fuertes inversiones agrícolas en las provincias separatistas y que temen la reforma agrícola del gobierno.
En lo social, las asociaciones de padres de familia ---por lo general reaccionarias y controladas por la Iglesia en América Latina--- en alianza con sectores del magisterio y los colegios y universidades privadas promueven paros, bloqueos y manifestaciones contra el gobierno. Sectores energéticos tratan de generar escasez de diesel y gasolina, a fin de producir malestar entre la población.
4. El modelo de Chile
Al igual que en Chile, los transportistas tienen la función de quebrar la economía y la paz pública con un paro nacional, convocado para el miércoles de la próxima semana, con la intención de hacer confluir todos los sectores anti-gubernamentales en un gran frente desestabilizador.
Refiriéndose explícitamente al paro subversivo de los transportistas chilenos contra Salvador Allende (1972), financiado por la CIA estadounidense, Evo Morales calificó hace tres días al paro boliviano como un paro “ideológico”: “Es la lucha del poder”, dijo el líder popular y dejó claro lo que está en juego: “o los grupos gamonales (elite, H.D.) , o los movimientos populares”.
Tiene toda la razón Evo, como revelan los documentos del Church Committee (1976) y las recientes memorias del líder militar de la organización fascista chilena “Patria y Libertad”, Roberto Thieme, sobre su colaboración subversiva con la Marina de Guerra y los transportistas chilenos en la destrucción del gobierno de la Unidad Popular.
5. El costo político de Huanuni
Aprovechando el enfrentamiento armado entre cooperativistas y asalariados mineros en Huanuni, Departamento de Potosí, que ha dejado alrededor de quince muertos y más de cien heridos, la Central Obrera Boliviana (COB) y la Central Obrera Regional (COR) de El Alto, se desplazan peligrosamente hacia este frente desestabilizador y antagónico al gobierno, mientras la Federación Nacional de Cooperativistas Mineros (Fencomin) rompió su alianza política con el Movimiento al Socialismo (MAS), el partido de gobierno.
El conflicto de Huanuni es de origen económico. Se produjo por el intento de unos cuatro mil cooperativistas mineros de la Fencomin, clientela del Ministro de Minería Walter Villarroel, de quedarse con la explotación de la más rica mina de estaño de Bolivia, Posokoni, expulsando de manera violenta a unos mil mineros asalariados de la empresa estatal COMIBOL.
La Fencomin es una organización pequeñoburguesa depredadora que bajo los débiles gobiernos de Carlos Mesa y Rodríguez Veltzé se convirtió en un poder económico y político expansionista y antiético. Ya en mayo y junio del 2004, tomó las minas de Caracoles y Colquiri, desalojando por la fuerza a los mineros estatales y sus familias.
El gobierno de Evo fue sorprendido por la violencia en Hunani. Y ante la disyuntiva de matar a mineros con las Fuerzas Armadas, por una parte, o de ser acusado de “negligencia” y “ausencia del Estado”, por otra, pasaron alrededor de 30 horas de respuesta energética, que se convirtieron en una bonanza propagandística y política para la derecha. Esta aprovechó al máximo su hegemonía en los medios de comunicación y, muy semejante a la manipulación mediática durante los días del coup d´etat en Venezuela (2002), ha golpeado incesantemente al gobierno.
6. La Falange internacional
En Bolivia se sigue minuciosamente el manual de la subversión estadounidense. La máquina facciosa es lubricada con dinero, patrones propagandísticos y programación política-paramilitar por el imperialismo estadounidense que después del 11 de septiembre, 2001 puso a Evo Morales en la lista negra que usan las fuerzas de seguridad de Estados Unidos para rastrear a “terroristas”.
Los cómplices de la Unión Europea y las transnacionales energéticas complementan la falange subversiva. “BP-Tony”, Primer Ministro británico y agente político de la British Petroleum, ha instigado a las empresas energéticas del Reino Unido que no inviertan en el gas de Bolivia.
Lo que Tony Blair hace en lo oscurito de Downing Street 10, la transnacional brasileña-internacional, Petrobrás, lo hace con obscena transparencia. Administrada, de hecho, por los banqueros de Wall Street y la City en Londres, ha desplegado una actitud depredadora y neocolonial frente a Bolivia y los demás países latinoamericanos, que hace palidecer el comportamiento de algunas otras transnacionales occidentales. A semejanza de la Repsol, y antes PdVSA, es esencialmente una fachada para la penetración de la petrocracia y el capital financiero anglo-estadounidense, con una despiadada política neocolonial, que requiere urgentemente la organización de un boicot de todos sus productos en toda América Latina, para quebrar su parasitaria tecnocracia chovinista-imperial y, también, para fortalecer a Lula.
La desaparición forzada de Jorge Julio López en Argentina evidencia de nuevo una ominosa verdad, que la opinión pública latinoamericana no quiere escuchar y, mucho menos, reconocer: que el poder de las oligarquías criollas sigue intacto en toda Sudamérica. Y que, como escribí en un artículo anterior, no ha sido tocado ni será tocado seriamente por los gobiernos desarrollistas de la región.
Parte esencial de este poder son los militares y las redes continentales del terrorismo de Estado de Washington, que en muchos casos son las de la “Operación Condor”. El reciente intento de asesinato del Presidente Chávez en el Zulia, en el cual el sicario logró escapar a Colombia, al igual que la participación de militares chilenos en reuniones de los conspiradores bolivianos, evidencia este escenario.
Chile tiene, por supuesto, un vital interés en mantener el suministro del gas boliviano a precios bajos, interés contra el cual atenta, como en el caso de Petrobrás y Repsol, la política de Evo de recuperar las condiciones de comercialización de los hidrocarburos nacionales.
7. Abortar el golpe de Estado
Todos quieren remover al “indio” Evo que perturba los negocios, al igual que al “negro” Chávez en Venezuela. Para Chávez, después del golpe militar fracasado, el medio de “remoción” seleccionado es el veneno o el accidente. En Bolivia, los gamonales y sus padrinos imperiales coinciden en que un golpe militar podría ser el medio adecuado. Solo que un golpe militar, como dice el amigo Mueller Rojas, no se puede dar en el “vacío”. Lo que vemos en Bolivia es el intento de la derecha mundial, de llenar este vacío.
Pero, el golpe militar es como el asalto bancario: solo tiene exitoso si conserva el momento de la sorpresa. Este momento lo han perdido los subversivos bolivianos. Es un deber ético divulgar su proyecto golpista de la manera más amplia posible, para abortarlo.
Hoy, más que nunca, la Revolución boliviana necesita nuestra solidaridad mundial.
Friday, October 06, 2006
Cuatro premios Nobel y dos académicos se unen a la petición de justicia en el 30 Aniversario de la masacre terrorista contra Cuba
Cuatro premios Nobel y dos académicos se unen a la petición de justicia en el 30 Aniversario de la masacre terrorista contra Cuba
El sangriento crimen de Barbados no debe quedar impune
Nadine Gordimer, Salim Lamrani, Noam Chomsky, José Saramago, Rigoberta Menchú y Adolfo P. EsquivelEl sangriento crimen de Barbados no debe quedar impune
Rebelión
Hace exactamente treinta años, el 6 de octubre de 1976, se perpetró un horrendo crimen contra 73 inocentes que perdieron la vida en la explosión del avión de Cubana de Aviación en Barbados.
El autor de este sangriento acto terrorista es el notorio criminal y antiguo agente de la CIA Luis Posada Carriles, responsable también de innumerables actos criminales. Él mismo confesó sus crímenes en su autobiografía Los caminos del guerrero.
Los documentos oficiales del FBI y la CIA, desclasificados en mayo y junio de 2005, confirman la culpabilidad de Luis Posada Carriles.
Arrestado y condenado en Venezuela por este incalificable acto, Luis Posada Carriles se escapó de prisión en 1985, gracias al apoyo de la extrema derecha de origen cubano de Florida.
Actualmente, Luis Posada Carriles se encuentra en detención preventiva en Texas desde abril de 2005, por entrada ilegal en el territorio de Estados Unidos.
Venezuela exige su extradición, pero Washington se niega a proceder al traslado de Luis Posada Carriles, violando así al menos tres tratados de la lucha antiterrorista.
Nosotros, firmantes de esta declaración, exigimos del gobierno de Estados Unidos que juzgue a Luis Posada Carriles por los 73 asesinados cometidos el 6 de octubre de 1976 o que lo extradite a Venezuela. No podemos aceptar el doble rasero en la lucha contra el terrorismo. Todos los culpables deben pagar por sus crímenes y Estados Unidos tiene la oportunidad de mostrar ante los ojos del mundo que es consecuente en su lucha contra el terrorismo.
Thursday, October 05, 2006
La CIA elabora planes = América Latina en la mira imperial
La CIA elabora planes
América Latina en la mira imperial
por Agencia Cubana de Noticias*
América Latina en la mira imperial
por Agencia Cubana de Noticias*
No es por gusto que el gobierno de George W. Bush acaba de establecer una oficina de inteligencia especial para Venezuela y Cuba. Con respecto a la Isla, huele a la vuelta de aquellos días de los 60 y 70, cuando en Miami radicaba la mayor estación CIA de la historia, dedicada precisamente a la subversión contra la Revolución Cubana. En relación con Venezuela, este paso se inscribe en las tentativas de destruir al proceso bolivariano, y que han pasado por huelgas patronales, manifestaciones derechistas en las calles, sabotaje económico y un frustrado golpe derechista.
Ahora se intenta que Hugo Chávez no sea reelecto en los comicios nacionales del próximo diciembre, para los cuales goza de aplastante mayoría, según los expertos, y que no prosiga con sus planes integracionistas que ya sobrepasan incluso las fronteras de este hemisferio.
Chávez es visto como un enemigo mortal por George W. Bush y todo es valedero en su contra, incluso la agresión diplomática como la ocurrida en la persona del canciller Nicolás Maduro, retenido y amenazado por la propia policía neoyorquina durante su presencia en la 61 Asamblea General de la ONU actualmente en curso.
La intención de Washington apunta a satanizar y destruir aquellos procesos y aquellas figuras que se opongan a sus designios, y para cumplirlos insiste en cuanta jugada y golpe sucio les sean posibles, incluida la violencia y el crimen, de los cuales América Latina tiene profundos y dolorosos recuerdos.
Buena parte de la actividad subversiva de los círculos norteamericanos de poder se orienta también contra el gobierno de Evo Morales, en Bolivia.
Los esfuerzos de las recién electas autoridades bolivianas por crear una Constitución que reconozca los derechos de todos los ciudadanos, sobre todo de los indígenas, preteridos eternos en el país, y los obstáculos que se impulsan ante la nacionalización de los hidrocarburos, conforman esa ofensiva enemiga que pretende hacer abortar el giro en que se esfuerza la nueva Bolivia.
El dramático llamado del vicepresidente Alvaro García al pueblo boliviano para defender con las armas en la mano los cambios y transformaciones de elevado contenido social, que se realizan en ese territorio, indica el nivel de intromisión y subversión de la Casa Blanca y su contubernio con la desplazada oligarquía interna.
En la región de Omasuyos, y ante miles de indígenas, dijo que los campesinos tienen que estar atentos y listos para cuando sean convocados a luchar por la independencia y por la defensa de las riquezas del país ante los que quieren usurparlas y aquellos que las entregan a los ajenos a cambio de dádivas.
Precisamente, la zona de Omasuyos fue escenario de las acciones de indígenas armados que bajo la dirección del propio García combatieron por la tierra, por la dignidad y por cambios profundos en las instituciones nacionales para dar respuestas a las urgencias locales.
De manera que si hay intentos imperiales por terminar con los movimientos políticos y sociales que están cambiando el rostro de América Latina, también los pueblos del área son capaces a estas alturas de defender a brazo partido sus conquistas y frenar las apetencias reconquistadoras que vienen desde el Norte.
Y lo que añade un toque trascendente a estos episodios es que no es la política de Washington, sino la defensa de los derechos de los pueblos a la autodeterminación, la que gana terreno y apoyo a escala mundial.
Haría bien la administración Bush en revisar los documentos de la XIV Cumbre del Movimiento de Países No Alineados, realizada este septiembre en La Habana, y que precisamente avalan y apoyan a Venezuela, Bolivia y Cuba contra las apetencias de la Casa Blanca.
Yo estoy convencido de que la lucha contra la droga en los EE.UU. es tan hipócrita como la lucha contra el terrorismo
Entrevista a José Vicente Rangel, Vicepresidente de Venezuela
«Yo estoy convencido de que la lucha contra la droga en los EE.UU. es tan hipócrita como la lucha contra el terrorismo»
por Héctor Arenas Amorocho*
Rueda de prensa con medios de comunicación hispanohablantes.
¿Cómo están las relaciones con los EE.UU.?
Más no se pueden tensar. Si se tensan más se revientan.
Hay un sector de la política norteamericana que es la mafia que esta gobernando en los EE.UU. que tiene en la mira a Venezuela, por razones petroleras, por razones de estrategia política, por geopolítica, y por la característica procacidad del poder imperial. Y como no pueden bombardear, entonces apelan a la desestabilización y a provocaciones de todo tipo.
Mientras ellos no nos respeten, nosotros vamos a responderles en todos los terrenos. Ya el Presidente lo dijo, si nos atacan, si nos agreden, se acabo el petróleo venezolano para ellos. Nosotros tenemos mercado para el millón y medio de barriles que les suministramos. Estamos preparados para lo que sea. En el terreno ideológico, en el terreno político, en el terreno de la dialéctica, en el terreno económico, en el terreno cultural.
¿Cómo avanza el sistema de alianzas de Venezuela, con Irán por ejemplo?
Con Irán no hay una alianza, hay una relación importante, como la hay con otros países, como con China, por ejemplo, o con la India, con Malasia, con Indonesia.
Nosotros estamos descubriendo la política internacional con el gobierno de Chávez. Antes, la única referencia de política internacional de Venezuela eran EE.UU. y Colombia.
Nosotros no estamos creando una alianza satánica contra los EE.UU. Pero yo creo que es una buena pauta lo que ocurrió hace unos días en la Habana - en la reunión de países no alineados - 108 países respaldando una política contra el Imperio. Eso son señales, que si en EE.UU. hubiese gente inteligente y no esta chatarra ideológica que tienen, deberían ser unas señales importantes ¡¿Qué esta pasando en el mundo?¡ ¡No es Chávez! Son procesos de cambio que se están dando por ejemplo en América Latina.
¿Cómo China que esta tan lejos se da cuenta de la importancia que tiene América Latina? Y en cambio EE.UU. no se da cuenta.
¿Y con relación al veto estadounidense a la venta española de fragatas y aviones españoles a Venezuela?
El gobierno de EE.UU. cree que por que no le venden a uno, ya uno no puede comprar en ninguna parte. Sucede lo contrario, la oferta mundial esa fabulosa. En todas partes construyen aviones, barcos, neveras, computadores...
EE.UU. no se da cuenta que el mundo cambio totalmente. Ellos siguen anclados en una visión imperial de que todo tiene que pasar por los rieles del imperio. Esto no es una critica, pero a mi me parece insólito que un Jefe de Estado, del Estado español, y lo digo para cualquier otro país, Brasil, por ejemplo, vean limitada de esa manera su soberanía por una imposición imperial. No se les permite vender unos equipos, con el agravante de que se pueden comprar en otra parte.
¿Qué va a pasar con las propiedades de españoles que han sido expropiadas en Venezuela?
Tierra ociosa , tierra expropiada. Porque es lo que establece la ley. El proceso de reforma agraria, de la ley de tierras, no descansa en la superficie, si usted tiene 20.000 o 50.000 hectáreas produciendo, no tiene ningún problema, pero si tiene 4000 o 5.000 hectáreas improductivas, se le expropian. Sea español, sea turco, sea marciano, lo que sea, con pago de la indemnización desde luego.
¿Y las relaciones actuales con España?
En este momento son excelentes. No porque Zapatero nos este apoyando, sino porque tiene una posición decente e inteligente. Eso de enviar un observador a la Conferencia de No Alineados en la Habana, es un gesto extraordinario , un reconocimiento de lo que significan y representan en el mundo 108 países. Hay una relación sin prejuicios. Y, construir una relación transparente, como la que tenemos en este momento, de intensa actividad económica y comercial, con grandes inversiones, me parece magnifico. Creo que la relación esta atravesando por un momento estelar.
Y podemos establecer contrastes entre la relación Aznar y la relación Zapatero. La de Aznar era la misión del conquistador, de la colonia: podemos meternos a un golpe en Venezuela. En cambio, Zapatero es un hombre distinto.
Con relación a las empresas españolas no tenemos ningún problema. Tenemos excelentes relaciones. Ustedes saben que el estado venezolano cobraba el 1% de las regalías petroleras, en este momento estamos cobrando el 33.33%, eso significa que en los dos últimos dos años han ingresado a Venezuela 26.000. millones dólares por este concepto.
Bienvenidas las empresas españolas, no solamente en gas, en petróleo, en turismo, nosotros queremos multiplicar las relaciones económicas y culturales.
¿La relación con Colombia?
Algunos piensan que nosotros estamos ideologizando la política y no es así. El Presidente de Colombia: Álvaro Uribe Vélez es la antípoda ideológica de Chávez y la mejor relación entre Venezuela y Colombia se ha dado durante estas presidencias, en el campo comercial, económico y político. Ha habido diferencias y se han resuelto porque es una relación civilizada, allí no interfiere la cuestión ideológica.
Sin embargo Colombia no va a votar por Venezuela para el Consejo de Seguridad y Colombia se ha convertido en el nodo de apoyo de los EE.UU. en la región, además la frontera esta militarizada y hay muchos territorios bajo influencia paramilitar ¿Por qué no profundiza en la relación Venezuela –Colombia?
La frontera colombo-venezolana tiene una extensión de 2.216 kilómetros, es una frontera muy viva. Venezuela tiene a lo largo de esa frontera 190 bases de protección y 20.000 hombres. Para nosotros cuenta la frontera y la defendemos. Venezuela esta consciente del problema de la frontera, esta consciente de que por esa frontera pasa el narcotráfico, pasa el delito común, pasan los paramilitares, pero nosotros no vamos a magnificar esto porque tenemos una relación de comprensión reciproca con el Presidente Uribe, que a su vez es víctima de estos problemas, y entonces hemos creado mecanismos para confrontar estos problemas. Las relaciones entre las dos fuerzas armadas es ejemplar , hay intercambio permanente de información en la lucha contra el narcotráfico.
Estamos yendo al fondo de los problemas, en lugar de ideologizarlos y magnificarlos. Estamos respetando la posición política e ideológica del señor Presidente Uribe, con quien mientras no se muestre hostil a Venezuela, como lo han hecho otros gobernantes de América Latina, no tenemos ningún problema. Y el Presidente Chávez es respetuoso con la situación difícil que tiene el Presidente Uribe en Colombia. Porque dígase lo que se diga nosotros no tenemos ninguna relación con la guerrilla colombiana, ni con el terror. Luchamos contra cualquier forma de violencia porque hemos sido víctimas de la violencia. Aquí el golpe de estado del 11 de abril fue un acto violento provocado por EE.UU. y otros países. Y los actos de terrorismo que hubo aquí durante varios meses fueron actos de violencia provocados por ellos; y el paro petrolero fue una acción de violencia para derrocar el gobierno. Así que estamos en contra de la violencia y esto nos identifica con el Presidente Uribe que esta combatiendo la violencia.
En España el consumo de cocaína en la franja de jóvenes de 14 a 18 años creció en 400% en los últimos cinco años, también en Gran Bretaña el consumo ha crecido; el 75% de las descomunales utilidades que arroja el negocio quedan en EE.UU. y la Unión Europea. El Presidente Chávez hace pocos días en Guiria habló de que la CIA y la DEA estaban permeadas por el narcotráfico, ¿Cómo percibe usted este fenómeno?
Yo estoy convencido de que el factor determinante del narcotráfico es el sector financiero de los EE.UU. El que más se beneficia del narcotráfico. No solo porque hay 30 millones de consumidores en EE.UU., sino por las redes de distribución creadas allí.
A nosotros nos ha ido mucho mejor sin la DEA que cuando estaba la DEA. Hay informes de inteligencia muy completos sobre como ellos convirtieron la DEA en una agencia de espionaje aquí en Venezuela, se ocupaban más de la política que de sus intereses como agencia.
Yo estoy convencido de que la lucha contra la droga en los EE.UU. es tan hipócrita como la lucha contra el terrorismo.
El Estado terrorista por excelencia en el mundo, es EE.UU. Es un estado que se permite el doble discurso del terror: los terroristas buenos y los terrorista malos. El señor Posada Carriles es un terrorista bueno. Y a pesar de que es requerido por la justicia venezolana, porque se fugo de una cárcel aquí, es protegido por las autoridades norteamericanas.
Y con la droga, pasa lo mismo. Caen los capos de la droga, pero el flujo de la drogas es cada día mayor. Nosotros somos víctimas porque nosotros no producimos droga, somos un país de transito de la droga, desgraciadamente tenemos esa maldición encima. Aquí el consumo de drogas es relativamente bajo, no hay laboratorios.
En Estados Unidos, que supuestamente es el país mas seguro, que tiene los mas sofisticados mecanismos de detección de cualquier cosa que tenga que ver con la seguridad de su territorio, la droga entra a raudales. Pero ¡claro!, es un tema tan manipulado en los medios, que tiene un discurso ya elaborado y que resulta muy difícil desmontarlo.
Uno tiene la convicción de que el estado drogómano por excelencia es EE.UU., el estado terrorista por excelencia es EE.UU. En Estados Unidos están apareciendo informes muy interesantes sobre como la invasión militar estadounidense contribuyó al auge del terrorismo en Irak y en el medio oriente. Y estos informes pueden provocar en Irak cambios muy importantes en la política norteamericana. Y el dia que se destape todo lo que tiene que ver con narcotráfico, y se va a destapar , eso va a aparecer, se va a saber quienes son los verdaderos capos de la droga: Están en el sistema financiero norteamericano. Pero claro, mientras haya capos colombianos y mexicanos a quienes echarles toda la culpa, no hay problema.
¿Cómo ve la unidad de América Latina?
Cuando se empezó a hablar de la Unión Europea, se comenzó por el carbón y nadie le apostaba al futuro de integración, sin embargo hoy en día existe la Unión Europea y a pesar de la sangre, las guerras, las diferencias religiosas, la variedad idiomática, hay unidad.
Creo que hacia futuro es más fácil construir la unidad en América Latina y estamos empezando a construirla.
¿Estará Venezuela en el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas?
Nosotros creemos tener mayoría en este momento. Hay apoyos muy sólidos e importantes, abiertos y francos como el de China, Rusia, India, Indonesia, Mercosur, Unión Africana, Liga Árabe, son apoyos publicitados y otros apoyos que son discretos.
¿Será limpio el proceso electoral en Venezuela ?
Por el lado nuestro, es decir del gobierno, esta garantizado el proceso limpio. No lo garantizo por el lado de la oposición porque ya hay experiencia de cuatro elecciones pasadas. Tenían todas las condiciones que quisieron dadas por el Consejo Nacional Electoral para participar y no participaron porque el imperio les dijo que era màs productivo no participar para deslegitimar el proceso. Entonces se quedaron sin diputados. Pudieran tener el 30 % de los diputados.
Estamos en una elección atípica. Porque estamos trabajando con una oposición que no se sabe que va a hacer en definitiva. Si llega a la final o si se retira. Eso no lo saben ni ellos mismos.
Porque cuando se trata de oposiciones consulares, por no decirles cipayos, que nos les gusta, entonces uno no sabe a que atenerse. Yo en este momento no se lo que va a ocurrir, si participa o no participa.
¿Y qué ocurre con la abstención? ¿Hay garantías de que la democracia no se esta debilitando?
Los chavistas no se van a abstener. Hay un sector importante de la oposición que esta predicando la abstención con fines desestabilizadores. Este es un problema de ellos y de si la oposición que esta participando logra convencer o no a los abstencionistas para que participen.
El Chavismo controla la Asamblea Nacional ¿Hay garantías de que la democracia no se esta debilitando?
Si el Chavismo controla la Asamblea Nacional en forma absoluta, la culpa no es del chavismo , sino de la oposición. La culpa no es del que concurre, sino del que se retira. Nosotros no queríamos ese poder exagerado, a mi no me gusta, a mi me gusta la polémica, pero la culpa es de ellos.
La garantía mas rotunda que te puedo dar y que te dará Chávez y les dará todo el mundo que ustedes entrevisten es que aquí todo se resolverá por la vía electoral. Porque este es un proceso revolucionario que nace de una elección y ha continuado con sucesivas elecciones, nueve procesos electorales. Y todo cuanto haga Chávez , absolutamente todo, reelección, lo que sea, será apelando a la fuente única de poder que nosotros reconocemos, que no son las fuerzas armadas, sino el pueblo votando, en el sistema electoral más transparente que han tenido lo venezolanos.
Yo fui tres veces candidato presidencial en este país, 1973, 1978 y 1983. Y se de las trampas que hacían los partidos Acción democrática y Copei, como se robaban los votos , como manipulaban la opinión pública.
Rosales dice que siente inseguro cuando visita los barrios, ojalá yo hubiese tenido por lo menos la quinta parte de la seguridad que tiene Rosales. Hace dos días llamé a un gobernador de estado para saber como había estado el acto público del candidato de la oposición y me dijo: «Poca gente, pero mucho policía», casi 400 policías custodiándolo.
¿Qué tipo de oposición se precisa en Venezuela?
El país necesita un debate ideológico, una oposición con la que podamos discutir temas importante, discutir por ejemplo el tema de las Misiones.
Pero la discusión no puede ser la de salir con la tarjeta «Mi negra». Cuando nos están acusando de populismo, salir con la carta mas vergonzosamente populista de una tarjeta que supuestamente permitiría a 26 millones de venezolanos tener un ingreso de 600.000 a un millón de bolívares. ¡No alcanzaría el presupuesto!
¿Qué nos puede decir de la inseguridad en Venezuela?
En primer lugar la inseguridad es un fenómeno universal. Con eso no le quito importancia a la inseguridad en Venezuela. Pero no acepto que la inseguridad se convierta en tema de la derecha para sacar a los gobiernos populares. Nosotros estamos haciendo todo lo posible por enfrentar la inseguridad racionalmente porque hasta ahora durante los gobiernos anteriores, que son los que ahora nos critican, prolifero la inseguridad.
Estamos centrando la acción en la prevención más que en la represión. Creando mecanismos de participación en los barrios. Reorganizando las fuerzas policiales, pues nosotros recibimos unas policías en el último estado de degradación.
Hay una manipulación del tema de inseguridad. Admitimos: hay inseguridad en Venezuela y tenemos que impedir que ella crezca. Pero no asumirla como bandera política porque como bandera política podemos destrozar a la oposición y no resolvemos, ni avanzamos, en disminuir la inseguridad.
¿Es populista el gobierno de Venezuela?
El término populista da para todo. Cuando la derecha hace populismo no es populismo, pero cuando la izquierda aplica recursos a los sectores populares y creamos las misiones para que haya un medico en cada barrio atendiendo a la gente y se pueda alfabetizar a millón y medio de personas en dos años, o cuando la Misión Mercal dota de precios asequibles casí al cincuenta por ciento de la población , eso es populismo. Pero cuando están presentando la tarjeta «Mi negra» entonces eso no es populismo.
¿Por qué sectores considerables de las clases medias permanecen como opositores al proceso, pese a que los asombrosos logros sociales y económicos objetivamente les benefician?
Por el papel de los medios. Aquí los medios han jugado un papel determinante. Cuando el Presidente Chávez derrumbó el esquema de puntofijismo y los viejos partidos políticos, el liderazgo paso a manos de los medios. Los medios fueron los responsables del golpe de estado de abril, los medios fueron responsables del paro petrolero y de la guarimba que fue el bloqueo de las calles y la violencia.
La clase media esta vacunada por el veneno mediático. Es una clase media que nosotros recibimos postrada, porque quien arruino la clase media fue la IV República . Nosotros recibimos los despojos de la clase media y en este proceso ha habido una recuperación importante de la clase media. Gran parte de las políticas económicas, aparte del sector pobre, marginal de Venezuela, han beneficiado a la clase media que han podido comprar vivienda y vehículos. Los pobres no pueden comprar vehículo ni casa.
Ser de clase media es un problema ideológico, más que económico. Mucha gente todavía tiene la idea de que le van a quitar su casa, su vehículo, su mujer y sus hijos. Y ahí los medios juegan un papel importante. Incluso más que los sectores pobres de la población, el sector más beneficiado con el proceso es ese que llaman clase media.
________________________________
Esta entrevista tuvo lugar el 25 de septiembre de 2006 en la vicepresidencia de la Republica de Venezuela, Caracas.
«Yo estoy convencido de que la lucha contra la droga en los EE.UU. es tan hipócrita como la lucha contra el terrorismo»
por Héctor Arenas Amorocho*
Reproducimos a continuación y gracias a nuestro corresponsal en Caracas, Héctor Arenas Amorocho, la entrevista que José Vicente Rangel, Vicepresidente de Venezuela, ofreció a los medios de comunicación de lengua castellana. Rangel aborda temas interesantes como el narcotráfico, el terrorismo y las relaciones inter-latinoamericanas.
Rueda de prensa con medios de comunicación hispanohablantes.
¿Cómo están las relaciones con los EE.UU.?
Más no se pueden tensar. Si se tensan más se revientan.
Hay un sector de la política norteamericana que es la mafia que esta gobernando en los EE.UU. que tiene en la mira a Venezuela, por razones petroleras, por razones de estrategia política, por geopolítica, y por la característica procacidad del poder imperial. Y como no pueden bombardear, entonces apelan a la desestabilización y a provocaciones de todo tipo.
Mientras ellos no nos respeten, nosotros vamos a responderles en todos los terrenos. Ya el Presidente lo dijo, si nos atacan, si nos agreden, se acabo el petróleo venezolano para ellos. Nosotros tenemos mercado para el millón y medio de barriles que les suministramos. Estamos preparados para lo que sea. En el terreno ideológico, en el terreno político, en el terreno de la dialéctica, en el terreno económico, en el terreno cultural.
¿Cómo avanza el sistema de alianzas de Venezuela, con Irán por ejemplo?
Con Irán no hay una alianza, hay una relación importante, como la hay con otros países, como con China, por ejemplo, o con la India, con Malasia, con Indonesia.
Nosotros estamos descubriendo la política internacional con el gobierno de Chávez. Antes, la única referencia de política internacional de Venezuela eran EE.UU. y Colombia.
Nosotros no estamos creando una alianza satánica contra los EE.UU. Pero yo creo que es una buena pauta lo que ocurrió hace unos días en la Habana - en la reunión de países no alineados - 108 países respaldando una política contra el Imperio. Eso son señales, que si en EE.UU. hubiese gente inteligente y no esta chatarra ideológica que tienen, deberían ser unas señales importantes ¡¿Qué esta pasando en el mundo?¡ ¡No es Chávez! Son procesos de cambio que se están dando por ejemplo en América Latina.
¿Cómo China que esta tan lejos se da cuenta de la importancia que tiene América Latina? Y en cambio EE.UU. no se da cuenta.
¿Y con relación al veto estadounidense a la venta española de fragatas y aviones españoles a Venezuela?
El gobierno de EE.UU. cree que por que no le venden a uno, ya uno no puede comprar en ninguna parte. Sucede lo contrario, la oferta mundial esa fabulosa. En todas partes construyen aviones, barcos, neveras, computadores...
EE.UU. no se da cuenta que el mundo cambio totalmente. Ellos siguen anclados en una visión imperial de que todo tiene que pasar por los rieles del imperio. Esto no es una critica, pero a mi me parece insólito que un Jefe de Estado, del Estado español, y lo digo para cualquier otro país, Brasil, por ejemplo, vean limitada de esa manera su soberanía por una imposición imperial. No se les permite vender unos equipos, con el agravante de que se pueden comprar en otra parte.
¿Qué va a pasar con las propiedades de españoles que han sido expropiadas en Venezuela?
Tierra ociosa , tierra expropiada. Porque es lo que establece la ley. El proceso de reforma agraria, de la ley de tierras, no descansa en la superficie, si usted tiene 20.000 o 50.000 hectáreas produciendo, no tiene ningún problema, pero si tiene 4000 o 5.000 hectáreas improductivas, se le expropian. Sea español, sea turco, sea marciano, lo que sea, con pago de la indemnización desde luego.
¿Y las relaciones actuales con España?
En este momento son excelentes. No porque Zapatero nos este apoyando, sino porque tiene una posición decente e inteligente. Eso de enviar un observador a la Conferencia de No Alineados en la Habana, es un gesto extraordinario , un reconocimiento de lo que significan y representan en el mundo 108 países. Hay una relación sin prejuicios. Y, construir una relación transparente, como la que tenemos en este momento, de intensa actividad económica y comercial, con grandes inversiones, me parece magnifico. Creo que la relación esta atravesando por un momento estelar.
Y podemos establecer contrastes entre la relación Aznar y la relación Zapatero. La de Aznar era la misión del conquistador, de la colonia: podemos meternos a un golpe en Venezuela. En cambio, Zapatero es un hombre distinto.
Con relación a las empresas españolas no tenemos ningún problema. Tenemos excelentes relaciones. Ustedes saben que el estado venezolano cobraba el 1% de las regalías petroleras, en este momento estamos cobrando el 33.33%, eso significa que en los dos últimos dos años han ingresado a Venezuela 26.000. millones dólares por este concepto.
Bienvenidas las empresas españolas, no solamente en gas, en petróleo, en turismo, nosotros queremos multiplicar las relaciones económicas y culturales.
¿La relación con Colombia?
Algunos piensan que nosotros estamos ideologizando la política y no es así. El Presidente de Colombia: Álvaro Uribe Vélez es la antípoda ideológica de Chávez y la mejor relación entre Venezuela y Colombia se ha dado durante estas presidencias, en el campo comercial, económico y político. Ha habido diferencias y se han resuelto porque es una relación civilizada, allí no interfiere la cuestión ideológica.
Sin embargo Colombia no va a votar por Venezuela para el Consejo de Seguridad y Colombia se ha convertido en el nodo de apoyo de los EE.UU. en la región, además la frontera esta militarizada y hay muchos territorios bajo influencia paramilitar ¿Por qué no profundiza en la relación Venezuela –Colombia?
La frontera colombo-venezolana tiene una extensión de 2.216 kilómetros, es una frontera muy viva. Venezuela tiene a lo largo de esa frontera 190 bases de protección y 20.000 hombres. Para nosotros cuenta la frontera y la defendemos. Venezuela esta consciente del problema de la frontera, esta consciente de que por esa frontera pasa el narcotráfico, pasa el delito común, pasan los paramilitares, pero nosotros no vamos a magnificar esto porque tenemos una relación de comprensión reciproca con el Presidente Uribe, que a su vez es víctima de estos problemas, y entonces hemos creado mecanismos para confrontar estos problemas. Las relaciones entre las dos fuerzas armadas es ejemplar , hay intercambio permanente de información en la lucha contra el narcotráfico.
Estamos yendo al fondo de los problemas, en lugar de ideologizarlos y magnificarlos. Estamos respetando la posición política e ideológica del señor Presidente Uribe, con quien mientras no se muestre hostil a Venezuela, como lo han hecho otros gobernantes de América Latina, no tenemos ningún problema. Y el Presidente Chávez es respetuoso con la situación difícil que tiene el Presidente Uribe en Colombia. Porque dígase lo que se diga nosotros no tenemos ninguna relación con la guerrilla colombiana, ni con el terror. Luchamos contra cualquier forma de violencia porque hemos sido víctimas de la violencia. Aquí el golpe de estado del 11 de abril fue un acto violento provocado por EE.UU. y otros países. Y los actos de terrorismo que hubo aquí durante varios meses fueron actos de violencia provocados por ellos; y el paro petrolero fue una acción de violencia para derrocar el gobierno. Así que estamos en contra de la violencia y esto nos identifica con el Presidente Uribe que esta combatiendo la violencia.
En España el consumo de cocaína en la franja de jóvenes de 14 a 18 años creció en 400% en los últimos cinco años, también en Gran Bretaña el consumo ha crecido; el 75% de las descomunales utilidades que arroja el negocio quedan en EE.UU. y la Unión Europea. El Presidente Chávez hace pocos días en Guiria habló de que la CIA y la DEA estaban permeadas por el narcotráfico, ¿Cómo percibe usted este fenómeno?
Yo estoy convencido de que el factor determinante del narcotráfico es el sector financiero de los EE.UU. El que más se beneficia del narcotráfico. No solo porque hay 30 millones de consumidores en EE.UU., sino por las redes de distribución creadas allí.
A nosotros nos ha ido mucho mejor sin la DEA que cuando estaba la DEA. Hay informes de inteligencia muy completos sobre como ellos convirtieron la DEA en una agencia de espionaje aquí en Venezuela, se ocupaban más de la política que de sus intereses como agencia.
Yo estoy convencido de que la lucha contra la droga en los EE.UU. es tan hipócrita como la lucha contra el terrorismo.
El Estado terrorista por excelencia en el mundo, es EE.UU. Es un estado que se permite el doble discurso del terror: los terroristas buenos y los terrorista malos. El señor Posada Carriles es un terrorista bueno. Y a pesar de que es requerido por la justicia venezolana, porque se fugo de una cárcel aquí, es protegido por las autoridades norteamericanas.
Y con la droga, pasa lo mismo. Caen los capos de la droga, pero el flujo de la drogas es cada día mayor. Nosotros somos víctimas porque nosotros no producimos droga, somos un país de transito de la droga, desgraciadamente tenemos esa maldición encima. Aquí el consumo de drogas es relativamente bajo, no hay laboratorios.
En Estados Unidos, que supuestamente es el país mas seguro, que tiene los mas sofisticados mecanismos de detección de cualquier cosa que tenga que ver con la seguridad de su territorio, la droga entra a raudales. Pero ¡claro!, es un tema tan manipulado en los medios, que tiene un discurso ya elaborado y que resulta muy difícil desmontarlo.
Uno tiene la convicción de que el estado drogómano por excelencia es EE.UU., el estado terrorista por excelencia es EE.UU. En Estados Unidos están apareciendo informes muy interesantes sobre como la invasión militar estadounidense contribuyó al auge del terrorismo en Irak y en el medio oriente. Y estos informes pueden provocar en Irak cambios muy importantes en la política norteamericana. Y el dia que se destape todo lo que tiene que ver con narcotráfico, y se va a destapar , eso va a aparecer, se va a saber quienes son los verdaderos capos de la droga: Están en el sistema financiero norteamericano. Pero claro, mientras haya capos colombianos y mexicanos a quienes echarles toda la culpa, no hay problema.
¿Cómo ve la unidad de América Latina?
Cuando se empezó a hablar de la Unión Europea, se comenzó por el carbón y nadie le apostaba al futuro de integración, sin embargo hoy en día existe la Unión Europea y a pesar de la sangre, las guerras, las diferencias religiosas, la variedad idiomática, hay unidad.
Creo que hacia futuro es más fácil construir la unidad en América Latina y estamos empezando a construirla.
¿Estará Venezuela en el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas?
Nosotros creemos tener mayoría en este momento. Hay apoyos muy sólidos e importantes, abiertos y francos como el de China, Rusia, India, Indonesia, Mercosur, Unión Africana, Liga Árabe, son apoyos publicitados y otros apoyos que son discretos.
¿Será limpio el proceso electoral en Venezuela ?
Por el lado nuestro, es decir del gobierno, esta garantizado el proceso limpio. No lo garantizo por el lado de la oposición porque ya hay experiencia de cuatro elecciones pasadas. Tenían todas las condiciones que quisieron dadas por el Consejo Nacional Electoral para participar y no participaron porque el imperio les dijo que era màs productivo no participar para deslegitimar el proceso. Entonces se quedaron sin diputados. Pudieran tener el 30 % de los diputados.
Estamos en una elección atípica. Porque estamos trabajando con una oposición que no se sabe que va a hacer en definitiva. Si llega a la final o si se retira. Eso no lo saben ni ellos mismos.
Porque cuando se trata de oposiciones consulares, por no decirles cipayos, que nos les gusta, entonces uno no sabe a que atenerse. Yo en este momento no se lo que va a ocurrir, si participa o no participa.
¿Y qué ocurre con la abstención? ¿Hay garantías de que la democracia no se esta debilitando?
Los chavistas no se van a abstener. Hay un sector importante de la oposición que esta predicando la abstención con fines desestabilizadores. Este es un problema de ellos y de si la oposición que esta participando logra convencer o no a los abstencionistas para que participen.
El Chavismo controla la Asamblea Nacional ¿Hay garantías de que la democracia no se esta debilitando?
Si el Chavismo controla la Asamblea Nacional en forma absoluta, la culpa no es del chavismo , sino de la oposición. La culpa no es del que concurre, sino del que se retira. Nosotros no queríamos ese poder exagerado, a mi no me gusta, a mi me gusta la polémica, pero la culpa es de ellos.
La garantía mas rotunda que te puedo dar y que te dará Chávez y les dará todo el mundo que ustedes entrevisten es que aquí todo se resolverá por la vía electoral. Porque este es un proceso revolucionario que nace de una elección y ha continuado con sucesivas elecciones, nueve procesos electorales. Y todo cuanto haga Chávez , absolutamente todo, reelección, lo que sea, será apelando a la fuente única de poder que nosotros reconocemos, que no son las fuerzas armadas, sino el pueblo votando, en el sistema electoral más transparente que han tenido lo venezolanos.
Yo fui tres veces candidato presidencial en este país, 1973, 1978 y 1983. Y se de las trampas que hacían los partidos Acción democrática y Copei, como se robaban los votos , como manipulaban la opinión pública.
Rosales dice que siente inseguro cuando visita los barrios, ojalá yo hubiese tenido por lo menos la quinta parte de la seguridad que tiene Rosales. Hace dos días llamé a un gobernador de estado para saber como había estado el acto público del candidato de la oposición y me dijo: «Poca gente, pero mucho policía», casi 400 policías custodiándolo.
¿Qué tipo de oposición se precisa en Venezuela?
El país necesita un debate ideológico, una oposición con la que podamos discutir temas importante, discutir por ejemplo el tema de las Misiones.
Pero la discusión no puede ser la de salir con la tarjeta «Mi negra». Cuando nos están acusando de populismo, salir con la carta mas vergonzosamente populista de una tarjeta que supuestamente permitiría a 26 millones de venezolanos tener un ingreso de 600.000 a un millón de bolívares. ¡No alcanzaría el presupuesto!
¿Qué nos puede decir de la inseguridad en Venezuela?
En primer lugar la inseguridad es un fenómeno universal. Con eso no le quito importancia a la inseguridad en Venezuela. Pero no acepto que la inseguridad se convierta en tema de la derecha para sacar a los gobiernos populares. Nosotros estamos haciendo todo lo posible por enfrentar la inseguridad racionalmente porque hasta ahora durante los gobiernos anteriores, que son los que ahora nos critican, prolifero la inseguridad.
Estamos centrando la acción en la prevención más que en la represión. Creando mecanismos de participación en los barrios. Reorganizando las fuerzas policiales, pues nosotros recibimos unas policías en el último estado de degradación.
Hay una manipulación del tema de inseguridad. Admitimos: hay inseguridad en Venezuela y tenemos que impedir que ella crezca. Pero no asumirla como bandera política porque como bandera política podemos destrozar a la oposición y no resolvemos, ni avanzamos, en disminuir la inseguridad.
¿Es populista el gobierno de Venezuela?
El término populista da para todo. Cuando la derecha hace populismo no es populismo, pero cuando la izquierda aplica recursos a los sectores populares y creamos las misiones para que haya un medico en cada barrio atendiendo a la gente y se pueda alfabetizar a millón y medio de personas en dos años, o cuando la Misión Mercal dota de precios asequibles casí al cincuenta por ciento de la población , eso es populismo. Pero cuando están presentando la tarjeta «Mi negra» entonces eso no es populismo.
¿Por qué sectores considerables de las clases medias permanecen como opositores al proceso, pese a que los asombrosos logros sociales y económicos objetivamente les benefician?
Por el papel de los medios. Aquí los medios han jugado un papel determinante. Cuando el Presidente Chávez derrumbó el esquema de puntofijismo y los viejos partidos políticos, el liderazgo paso a manos de los medios. Los medios fueron los responsables del golpe de estado de abril, los medios fueron responsables del paro petrolero y de la guarimba que fue el bloqueo de las calles y la violencia.
La clase media esta vacunada por el veneno mediático. Es una clase media que nosotros recibimos postrada, porque quien arruino la clase media fue la IV República . Nosotros recibimos los despojos de la clase media y en este proceso ha habido una recuperación importante de la clase media. Gran parte de las políticas económicas, aparte del sector pobre, marginal de Venezuela, han beneficiado a la clase media que han podido comprar vivienda y vehículos. Los pobres no pueden comprar vehículo ni casa.
Ser de clase media es un problema ideológico, más que económico. Mucha gente todavía tiene la idea de que le van a quitar su casa, su vehículo, su mujer y sus hijos. Y ahí los medios juegan un papel importante. Incluso más que los sectores pobres de la población, el sector más beneficiado con el proceso es ese que llaman clase media.
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Esta entrevista tuvo lugar el 25 de septiembre de 2006 en la vicepresidencia de la Republica de Venezuela, Caracas.
Wednesday, October 04, 2006
ENCUENTRO CONTINENTAL DE PUEBLOS Y NACIONALIDADES INDÍGENAS DEL ABYA YALA - Miles de indígenas llegan a La Paz (Bolivia):
Miles de indígenas llegan a La Paz (Bolivia):
ENCUENTRO CONTINENTAL DE PUEBLOS Y NACIONALIDADES INDÍGENAS DEL ABYA YALA
Bajo la consigna “De la resistencia al poder”, miles de representantes indígenas del continente se reunirán entre el 8 al 12 de octubre de 2006, en La Paz (Bolivia) en el Encuentro Continental de Pueblos y Nacionalidades del Abya Yala.
En la convocatoria difundida a nivel nacionales e internacional, señalan que después de 514 años de colonialismo interno y externo, de políticas impuestas que apuntan al sometimiento, marginación y exterminio, los pueblos y nacionalidades indígenas del Abya Yala, denominado continente americano, nos encontramos de pie y dispuestos a construir un futuro mejor.
“Las políticas de colonización pertenecen a la cultura de la muerte; los pueblos indígenas, campesinos y originarios –junto a los movimientos sociales y populares- defendemos la cultura de la vida. El territorio y la madre tierra (Pachamama) está siendo destruida por intereses foráneos a los nuestros, pero nosotros nos convertiremos en los vigilantes del futuro de la humanidad”, aseguran.
Las organizaciones indígenas aseguran que con el evento se busca la unidad en la diversidad. “Por eso, convocamos a todas las organizaciones, foros e instancias indígenas, sociales y de nuestros aliados a que nos unamos para construir una Patria Grande”.
“En el Abya Yala soplan vientos de cambio. Cambios profundos y estructurales. Nos solidarizamos con los procesos de Bolivia, Cuba y Venezuela, pero también con otros movimientos que empiezan a construir sistemas solidarios y horizontales. En Bolivia, tenemos al Primer Presidente Indígena del Continente, compañero Evo Morales Ayma que, con su ejemplo de lucha y compromiso social, político y cultural inspira a los movimientos sociales y populares a seguir ese camino no sólo para llegar al gobierno sino para tomar el poder”, dice parte saliente de la convocatoria.
Entre el 8 al 12 de octubre se ha confirmado la presencia de más de mil indígenas de todos los países del continente: llegarán desde Estados Unidos, Canadá, Guatemala, Nicaragua, Honduras, Brasil, Argentina, Perú, Ecuador, Colombia, Venezuela, Uruguay y otros y participarán en actos trascendentales.
El 8, en homenaje a la muerte del heroico guerrillero Ernesto “Che” Guevara se realizará un acto cultural en el coliseo del Instituto Americano, el 10 todos se trasladarán a Tiwanaku y el 12 recordando los 514 años de colonialismo interno y externo se protagonizará una masiva movilización en la plaza de los Héroes (San Francisco). En los tres eventos participará el Presidente de la República, Evo Morales Ayma.
Entre los objetivos del evento destacan el entrelazanos entre los pueblos y nacionalidades del continente, creando puentes de acercamiento y solidaridad entre nosotros y nuestros aliados; nuestras organizaciones para defender nuestros derechos que tratan de ser avasallados por el sistema; participar activamente en la construcción de la diplomacia de los pueblos y, demandar a nuestros gobiernos, nuestro aporte en la Comunidad Andina de Naciones (CAN), Confederación Sudamericana y otros organismos internacionales, reforzar el posicionamiento de todos los pueblos indígenas y, sobretodo, del gobierno boliviano, encabezado por el Primer Presidente Indígena del Continente Abya Yala y coordinar y construir una agenda mínima de acciones y actividades de los pueblos y nacionalidades indígenas frente a la política neoliberal y al sistema.
Entre las organizaciones que convocan al evento destacan la Confederación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Bolivia – CSUTCB, el Consejo Nacional de Ayllus y Markas del Qullasuyo – CONAMAQ (Bolivia), la Federación Nacional de Mujeres Campesinas de Bolivia “Bartolina Sisa” – FNMCB-BS, la Federación Sindical de Colonizadores de Bolivia – FSCB, la Confederación de Pueblos de la Nacionalidad Kichwa del Ecuador – ECUARUNARI, la Confederación Nacional de Comunidades del Perú Afectados por la Minería – CONACAMI y la Organización Nacional Indígena de Colombia – ONIC.
ENCUENTRO CONTINENTAL DE PUEBLOS Y NACIONALIDADES INDÍGENAS DEL ABYA YALA
Bajo la consigna “De la resistencia al poder”, miles de representantes indígenas del continente se reunirán entre el 8 al 12 de octubre de 2006, en La Paz (Bolivia) en el Encuentro Continental de Pueblos y Nacionalidades del Abya Yala.
En la convocatoria difundida a nivel nacionales e internacional, señalan que después de 514 años de colonialismo interno y externo, de políticas impuestas que apuntan al sometimiento, marginación y exterminio, los pueblos y nacionalidades indígenas del Abya Yala, denominado continente americano, nos encontramos de pie y dispuestos a construir un futuro mejor.
“Las políticas de colonización pertenecen a la cultura de la muerte; los pueblos indígenas, campesinos y originarios –junto a los movimientos sociales y populares- defendemos la cultura de la vida. El territorio y la madre tierra (Pachamama) está siendo destruida por intereses foráneos a los nuestros, pero nosotros nos convertiremos en los vigilantes del futuro de la humanidad”, aseguran.
Las organizaciones indígenas aseguran que con el evento se busca la unidad en la diversidad. “Por eso, convocamos a todas las organizaciones, foros e instancias indígenas, sociales y de nuestros aliados a que nos unamos para construir una Patria Grande”.
“En el Abya Yala soplan vientos de cambio. Cambios profundos y estructurales. Nos solidarizamos con los procesos de Bolivia, Cuba y Venezuela, pero también con otros movimientos que empiezan a construir sistemas solidarios y horizontales. En Bolivia, tenemos al Primer Presidente Indígena del Continente, compañero Evo Morales Ayma que, con su ejemplo de lucha y compromiso social, político y cultural inspira a los movimientos sociales y populares a seguir ese camino no sólo para llegar al gobierno sino para tomar el poder”, dice parte saliente de la convocatoria.
Entre el 8 al 12 de octubre se ha confirmado la presencia de más de mil indígenas de todos los países del continente: llegarán desde Estados Unidos, Canadá, Guatemala, Nicaragua, Honduras, Brasil, Argentina, Perú, Ecuador, Colombia, Venezuela, Uruguay y otros y participarán en actos trascendentales.
El 8, en homenaje a la muerte del heroico guerrillero Ernesto “Che” Guevara se realizará un acto cultural en el coliseo del Instituto Americano, el 10 todos se trasladarán a Tiwanaku y el 12 recordando los 514 años de colonialismo interno y externo se protagonizará una masiva movilización en la plaza de los Héroes (San Francisco). En los tres eventos participará el Presidente de la República, Evo Morales Ayma.
Entre los objetivos del evento destacan el entrelazanos entre los pueblos y nacionalidades del continente, creando puentes de acercamiento y solidaridad entre nosotros y nuestros aliados; nuestras organizaciones para defender nuestros derechos que tratan de ser avasallados por el sistema; participar activamente en la construcción de la diplomacia de los pueblos y, demandar a nuestros gobiernos, nuestro aporte en la Comunidad Andina de Naciones (CAN), Confederación Sudamericana y otros organismos internacionales, reforzar el posicionamiento de todos los pueblos indígenas y, sobretodo, del gobierno boliviano, encabezado por el Primer Presidente Indígena del Continente Abya Yala y coordinar y construir una agenda mínima de acciones y actividades de los pueblos y nacionalidades indígenas frente a la política neoliberal y al sistema.
Entre las organizaciones que convocan al evento destacan la Confederación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Bolivia – CSUTCB, el Consejo Nacional de Ayllus y Markas del Qullasuyo – CONAMAQ (Bolivia), la Federación Nacional de Mujeres Campesinas de Bolivia “Bartolina Sisa” – FNMCB-BS, la Federación Sindical de Colonizadores de Bolivia – FSCB, la Confederación de Pueblos de la Nacionalidad Kichwa del Ecuador – ECUARUNARI, la Confederación Nacional de Comunidades del Perú Afectados por la Minería – CONACAMI y la Organización Nacional Indígena de Colombia – ONIC.
La guerrilla colombiana de las FARC anuncia los primeros pasos para iniciar un diálogo de paz con el gobierno
Carta abierta de las FARC a los integrantes de las tres ramas del poder público colombiano
Rebelión
La Uribe, Caracas, Tlaxcala y San Vicente, fueron oportunidades perdidas porque las oligarquías en el poder solo querían la desmovilización de la insurgencia sin cambios en las estructuras.
Cinco décadas perdidas, cientos de miles de muertos, miseria, soberanía mancillada, dependencia y falsa democracia, han sido el resultado del terco empeño de aniquilar por la vía de las armas la inconformidad del pueblo. Todas las operaciones militares, del 64 al 2006, desde el Plan LASO hasta el Patriota de los gringos, terminaron en el fracaso. Todos los presidentes desde Guillermo León Valencia hasta Álvaro Uribe se fijaron plazos breves para la derrota militar de la guerrilla, y terminaron más distantes de ese objetivo.
Si el gobierno actual decide otorgar las plenas garantías para adelantar el canje de prisioneros de guerra, desmilitarizando por 45 días los municipios de Florida y Pradera en el Valle del Cauca, una vez liberados todos ellos, quedará al orden del día la búsqueda de acuerdos para superar el conflicto social y armado que azota al país.
Ustedes bien saben que nuestra lucha no busca privilegios personales para quienes conformamos las FARC sino el bienestar del conjunto de la sociedad y, en primer lugar, de los sectores mayoritarios de la población. Es nuestro juramento, compromiso de vida e hilo conductor de cualquier aproximación que intentemos mancomunadamente hacia la reconciliación nacional.
Por ello, le proponemos al Estado colombiano que una vez realizado el canje y frente a la imperiosa necesidad del país por encontrar la solución política del conflicto:
1. Desmilitarice los departamentos de Caquetá y Putumayo para iniciar conversaciones de paz.
2. Suspenda las órdenes de captura para los integrantes del Estado Mayor Central de las FARC.
3. Solicite a la comunidad internacional suspender la calificación como organización terrorista a las FARC. Resuelto este problema, quedan abiertas las puertas para que los distintos países, si lo estiman conveniente, jueguen su rol como mediadores, o facilitadores, etc.
4. Reconozca la existencia del conflicto social y armado.
5. Suspenda los operativos militares a escala nacional y regrese las tropas a sus Cuarteles, Divisiones, Brigadas y Batallones.
6. Otorgue plenas garantías para el desplazamiento de miembros del Estado Mayor Central en los dos departamentos donde se efectuaran los diálogos Gobierno- FARC.
7. Los encuentros Gobierno- FARC serán de cara al país.
8. Bajo estas condiciones las FARC, en acuerdo con el gobierno nacional, entrarían de inmediato a explorar caminos que conduzcan a un cese bilateral del fuego y a analizar la solución política al conflicto social y armado llevando a la mesa los siguientes materiales para su discusión:
a) Agenda Común del Caguán y Plataforma para un Nuevo Gobierno de Reconciliación y Reconstrucción Nacional.
b) Paramilitarismo de Estado.
c) Depuración de las fuerzas armadas ligadas al paramilitarismo.
d) Libertad inmediata para la población civil sindicada de nexos con la guerrilla.
e) Reparación económica por parte del Estado a todos los afectados por el conflicto interno.
f) El TLC con los Estados Unidos.
g) Reforma Agraria inmediata que incluya la restitución de propiedad sobre fincas y parcelas al campesinado afectado por el conflicto.
h) Retorno de los desplazados a sus áreas con plenas garantías personales, económicas, sociales y políticas por parte del Estado.
i) Reforma Urbana inmediata.
j) Política de Estupefacientes.
k) Tratado de Extradición.
l) Asamblea Constituyente.
ll) Política Energética.
Sobre estas bases, los invitamos a trabajar conjuntamente por la construcción de caminos de entendimiento,
Compatriotas,
Secretariado del Estado Mayor Central,
FARC-EP
Montañas de Colombia, Octubre 1 de 2006
Rebelión
"El futuro de Colombia no puede ser el de la guerra civil". Jacobo Arenas.La paz, la solución política del conflicto, sigue siendo el más caro anhelo en el alma colectiva de los colombianos. No ha sido posible porque los de arriba no quieren ceder a sus privilegios, ni desean compartir, atrincherados en su democracia excluyente y tras las garras del águila imperial.
La Uribe, Caracas, Tlaxcala y San Vicente, fueron oportunidades perdidas porque las oligarquías en el poder solo querían la desmovilización de la insurgencia sin cambios en las estructuras.
Cinco décadas perdidas, cientos de miles de muertos, miseria, soberanía mancillada, dependencia y falsa democracia, han sido el resultado del terco empeño de aniquilar por la vía de las armas la inconformidad del pueblo. Todas las operaciones militares, del 64 al 2006, desde el Plan LASO hasta el Patriota de los gringos, terminaron en el fracaso. Todos los presidentes desde Guillermo León Valencia hasta Álvaro Uribe se fijaron plazos breves para la derrota militar de la guerrilla, y terminaron más distantes de ese objetivo.
Si el gobierno actual decide otorgar las plenas garantías para adelantar el canje de prisioneros de guerra, desmilitarizando por 45 días los municipios de Florida y Pradera en el Valle del Cauca, una vez liberados todos ellos, quedará al orden del día la búsqueda de acuerdos para superar el conflicto social y armado que azota al país.
Ustedes bien saben que nuestra lucha no busca privilegios personales para quienes conformamos las FARC sino el bienestar del conjunto de la sociedad y, en primer lugar, de los sectores mayoritarios de la población. Es nuestro juramento, compromiso de vida e hilo conductor de cualquier aproximación que intentemos mancomunadamente hacia la reconciliación nacional.
Por ello, le proponemos al Estado colombiano que una vez realizado el canje y frente a la imperiosa necesidad del país por encontrar la solución política del conflicto:
1. Desmilitarice los departamentos de Caquetá y Putumayo para iniciar conversaciones de paz.
2. Suspenda las órdenes de captura para los integrantes del Estado Mayor Central de las FARC.
3. Solicite a la comunidad internacional suspender la calificación como organización terrorista a las FARC. Resuelto este problema, quedan abiertas las puertas para que los distintos países, si lo estiman conveniente, jueguen su rol como mediadores, o facilitadores, etc.
4. Reconozca la existencia del conflicto social y armado.
5. Suspenda los operativos militares a escala nacional y regrese las tropas a sus Cuarteles, Divisiones, Brigadas y Batallones.
6. Otorgue plenas garantías para el desplazamiento de miembros del Estado Mayor Central en los dos departamentos donde se efectuaran los diálogos Gobierno- FARC.
7. Los encuentros Gobierno- FARC serán de cara al país.
8. Bajo estas condiciones las FARC, en acuerdo con el gobierno nacional, entrarían de inmediato a explorar caminos que conduzcan a un cese bilateral del fuego y a analizar la solución política al conflicto social y armado llevando a la mesa los siguientes materiales para su discusión:
a) Agenda Común del Caguán y Plataforma para un Nuevo Gobierno de Reconciliación y Reconstrucción Nacional.
b) Paramilitarismo de Estado.
c) Depuración de las fuerzas armadas ligadas al paramilitarismo.
d) Libertad inmediata para la población civil sindicada de nexos con la guerrilla.
e) Reparación económica por parte del Estado a todos los afectados por el conflicto interno.
f) El TLC con los Estados Unidos.
g) Reforma Agraria inmediata que incluya la restitución de propiedad sobre fincas y parcelas al campesinado afectado por el conflicto.
h) Retorno de los desplazados a sus áreas con plenas garantías personales, económicas, sociales y políticas por parte del Estado.
i) Reforma Urbana inmediata.
j) Política de Estupefacientes.
k) Tratado de Extradición.
l) Asamblea Constituyente.
ll) Política Energética.
Sobre estas bases, los invitamos a trabajar conjuntamente por la construcción de caminos de entendimiento,
Compatriotas,
Secretariado del Estado Mayor Central,
FARC-EP
Montañas de Colombia, Octubre 1 de 2006
Eva Golinger agredida por escuálidos en restaurant de Caracas
Por: Aporrea.org
Cuenta Eva que durante la noche del domingo pasado, le ocurrió algo que no le había sucedido en mucho tiempo, extremistas de la oposición hicieron una escena histérica y violenta en medio de un restaurante español en la ciudad de Caracas.
Todo comenzó, dice Eva, cuando decidí llevar a un grupo de estadounidenses recién llegados a Venezuela la noche anterior, a cenar en un restaurante español que quedaba cerca del hotel donde se alojaban en la Av.Solano, en Sabana Grande. Creía yo que era un sitio de todos y todas de los que quieren comer bien y hablar un rato en tranquilidad.
El grupo de estadounidenses, en su mayoría compuesto por abogados y especialistas en elecciones, tenía un presupuesto limitado y el restaurante parecía perfecto para celebrar su primer día en Venezuela y seguir hablando sobre la política en el país. Pero jamás me hubiera imaginado que esa noche iban a tener una de las experiencias más reveladas e impactantes sobre la situación actual y el clima de campaña polarizada en que estamos viviendo, refirió Golinger.
"Un señor en una mesa cerca a la nuestra se paró a gritarme que aunque estaba en “desacuerdo” con todo lo que digo, igual me quería saludar. Pero al mismo instante, una señora relativamente joven, abogada e incluso trabajadora de la fiscalía, se paró de su mesa y, reconociendo a otro amigo venezolano en la mesa nuestra, comenzó a gritarle que era un “chavista desgraciado” y un poco más de cosas que serían muy inapropriados publicar aquí. La señora, evidentemente tomada y sobrepasada en su histeria, no dejaba de gritarle al amigo y de pronto se volteó y comenzó a gritarnos a todos, incluyendo a los amigos estadounidenses, diciendo que eramos todos “chavistas deplorables” y que ella no nos iba a dejar gobernar. Dijo muchas groserías entre lineas y escupía sus palabras con veneno y odio. Los vistantes no sabían que pensar. Nunca habían visto un espectaculo de esas proporciones en un restaurante donde otras personas también estaban intentando pasar su noche del domingo en calma y ambiente familiar".
Golinger relata que "de repente, un señor mayor de los setenta años comenzó a gritar desde su mesa que eramos todos “asesinos”, “chavistas asesinos” y que deberíamos salir del lugar porque no teníamos el “derecho” de estar allá, según él. Su esposa, una señora también mucho mayor de los setenta y con una cara distorcionada por lo que evidentemente era más que una cirugía plástica, nos señaló el dedo y fanáticamente gritaba “asesinos”, “Fidel Castro, 50 años gobernando”, “asesinos todos”. Era un coro de gritos, “asesinos chavistas”, cantaban, con unas caras llenas de rabia odiosa e inhumanidad total. Algunos de los visitantes se asustaron, y más cuando el señor de los setenta años se paró de su mesa y metió una patada y una puñalada a uno de los poetas locales que había llegado a nuestra defensa. Que pena les daba a la gente del restaurante y los demás presentes; que pena que los extranjeros tenían que ser testigos y víctimas de tanto histeria violenta y odio sin razón de un sector minoritorio de venezolanos".
Golinger les dijo a los "estadounidenses que eran afortunados; muchos no llegan a ver la verdadera cara de la oposición extremista – la que apoya a Manuel Rosales, un golpista conspirador que empleó un torturador como su asesor de seguridad y ahora dice que apenás lo conoció. ¿Qué clase de presidente sería ese señor que ni siquiera sabe que firma ni quienes estan trabajando con él? Muchos de afuera no comprenden al odio que tiene la oposición extremista por su país y por sus compatriotas. A veces, hasta no entienden porque hay tanta división en el país y porque la oposición sigue intentando desestablizar al gobierno y la sociedad popular".
Dice Golinger que estos amigos de los Estados Unidos de Norteamérica tuvieron la oportunidad de vivir en carne propia esta situación, ver el odio malévalo en las caras de estos señores y señoras bien vestidos y arregladitos. Escucharon los ilógicos y violentos gritos que escupían de sus bocas bien pintadas y sintieron el temblor de su histeria y su desespero por no ser ya los dueños del país.
Finalmente dijo Golinger que por primera vez un grupo de estadounidenses, muchos de los cuales habían venido antes al país en otras ocasiones, llevará consigo lo que es la verdadera imagen de un y una escuálida. Lástima que existan venezolanos que aún no han podido superar esas imprudencias malcriadas que más bien demuestran exactamente porque Venezuela necesita la revolución bolivariana y porque Chávez ganará en diciembre.
Eva Golinger "por primera vez unos estadounidenses viven en carne propia lo que es un y una escuálida"Caracas, 4 de Octubre 06. (Aporrea.org).-En una nota envíada a esta redacción por Eva Golinger, relata como fue agredida por escuálidos en un restaurant cuando se disponía a cenar.
Cuenta Eva que durante la noche del domingo pasado, le ocurrió algo que no le había sucedido en mucho tiempo, extremistas de la oposición hicieron una escena histérica y violenta en medio de un restaurante español en la ciudad de Caracas.
Todo comenzó, dice Eva, cuando decidí llevar a un grupo de estadounidenses recién llegados a Venezuela la noche anterior, a cenar en un restaurante español que quedaba cerca del hotel donde se alojaban en la Av.Solano, en Sabana Grande. Creía yo que era un sitio de todos y todas de los que quieren comer bien y hablar un rato en tranquilidad.
El grupo de estadounidenses, en su mayoría compuesto por abogados y especialistas en elecciones, tenía un presupuesto limitado y el restaurante parecía perfecto para celebrar su primer día en Venezuela y seguir hablando sobre la política en el país. Pero jamás me hubiera imaginado que esa noche iban a tener una de las experiencias más reveladas e impactantes sobre la situación actual y el clima de campaña polarizada en que estamos viviendo, refirió Golinger.
"Un señor en una mesa cerca a la nuestra se paró a gritarme que aunque estaba en “desacuerdo” con todo lo que digo, igual me quería saludar. Pero al mismo instante, una señora relativamente joven, abogada e incluso trabajadora de la fiscalía, se paró de su mesa y, reconociendo a otro amigo venezolano en la mesa nuestra, comenzó a gritarle que era un “chavista desgraciado” y un poco más de cosas que serían muy inapropriados publicar aquí. La señora, evidentemente tomada y sobrepasada en su histeria, no dejaba de gritarle al amigo y de pronto se volteó y comenzó a gritarnos a todos, incluyendo a los amigos estadounidenses, diciendo que eramos todos “chavistas deplorables” y que ella no nos iba a dejar gobernar. Dijo muchas groserías entre lineas y escupía sus palabras con veneno y odio. Los vistantes no sabían que pensar. Nunca habían visto un espectaculo de esas proporciones en un restaurante donde otras personas también estaban intentando pasar su noche del domingo en calma y ambiente familiar".
Golinger relata que "de repente, un señor mayor de los setenta años comenzó a gritar desde su mesa que eramos todos “asesinos”, “chavistas asesinos” y que deberíamos salir del lugar porque no teníamos el “derecho” de estar allá, según él. Su esposa, una señora también mucho mayor de los setenta y con una cara distorcionada por lo que evidentemente era más que una cirugía plástica, nos señaló el dedo y fanáticamente gritaba “asesinos”, “Fidel Castro, 50 años gobernando”, “asesinos todos”. Era un coro de gritos, “asesinos chavistas”, cantaban, con unas caras llenas de rabia odiosa e inhumanidad total. Algunos de los visitantes se asustaron, y más cuando el señor de los setenta años se paró de su mesa y metió una patada y una puñalada a uno de los poetas locales que había llegado a nuestra defensa. Que pena les daba a la gente del restaurante y los demás presentes; que pena que los extranjeros tenían que ser testigos y víctimas de tanto histeria violenta y odio sin razón de un sector minoritorio de venezolanos".
Golinger les dijo a los "estadounidenses que eran afortunados; muchos no llegan a ver la verdadera cara de la oposición extremista – la que apoya a Manuel Rosales, un golpista conspirador que empleó un torturador como su asesor de seguridad y ahora dice que apenás lo conoció. ¿Qué clase de presidente sería ese señor que ni siquiera sabe que firma ni quienes estan trabajando con él? Muchos de afuera no comprenden al odio que tiene la oposición extremista por su país y por sus compatriotas. A veces, hasta no entienden porque hay tanta división en el país y porque la oposición sigue intentando desestablizar al gobierno y la sociedad popular".
Dice Golinger que estos amigos de los Estados Unidos de Norteamérica tuvieron la oportunidad de vivir en carne propia esta situación, ver el odio malévalo en las caras de estos señores y señoras bien vestidos y arregladitos. Escucharon los ilógicos y violentos gritos que escupían de sus bocas bien pintadas y sintieron el temblor de su histeria y su desespero por no ser ya los dueños del país.
Finalmente dijo Golinger que por primera vez un grupo de estadounidenses, muchos de los cuales habían venido antes al país en otras ocasiones, llevará consigo lo que es la verdadera imagen de un y una escuálida. Lástima que existan venezolanos que aún no han podido superar esas imprudencias malcriadas que más bien demuestran exactamente porque Venezuela necesita la revolución bolivariana y porque Chávez ganará en diciembre.
Friday, September 29, 2006
La Comuna de Oaxaca
Por Carlos Beas Torres
Desde hace más de tres meses, los fantasmas de Louisa Michel y Elisee Reclus, pasean de noche por las desiertas calles de una vieja ciudad del sur de México; la oscuridad tan sólo es iluminada por la luz tenue de los focos de las lámparas o por el fuego de las hogueras que en cientos de barricadas, calientan las noches oaxaqueñas.
Los datos más conservadores indican que la población de la ciudad de Oaxaca ha levantado por lo menos unas 500 barricadas; otros más exaltados hablan de hasta 1,500 barricadas levantadas en una sola noche.
La Comuna de Oaxaca nació a raíz de que el Gobernador Ulises Ruiz, un tipo déspota perteneciente al PRI más violento; ordenó el pasado 14 de junio un agresivo desalojo en contra de un plantón pacífico que realizaban profesores en huelga. El operativo policiaco ocurrido en el centro histórico, no sólo golpeó a los sindicalistas; ya que al ser acorralada la policía, el Gobernador ordenó utilizar un helicóptero particular para tirar desde el aire, bombas de gas pimienta. La intoxicación alcanzo a empleados de hoteles y comercios, así como a vecinos y a cientos de turistas que tuvieron que ser desalojados del campo de batalla. Los sindicalistas recuperaron el centro y con esta acción despertaron la conciencia de la población.
Casi de inmediato, 360 organizaciones sociales de todo tipo, desde indígenas, hasta mujeres, pasando por ambientalistas, pequeños comerciantes y universitarios, crearon una Asamblea Popular, un tipo de Parlamento ciudadano, mejor conocido como APPO.
Esta Asamblea ha realizado 5 megamarchas, movilizaciones que han reunido a cientos de miles de manifestantes; ha tomado más de 30 alcaldías y bloqueado carreteras, cerrando además las oficinas públicas y juzgados. El Gobierno dejó de existir y sólo quedó visible en operativos nocturnos donde cientos de policías de civil y golpeadores salían a la calle a disparar armas de fuego en contra de la población. Ante esos operativos las barricadas oaxaqueñas han demostrado su enorme eficacia.
Las mujeres en esta lucha, como en todas las demás han jugado un papel extraordinario; una buena tarde, miles de ellas se manifestaron por la ciudad, batiendo cacerolas en mano y llegaron a la televisora oficial a pedir que se dejara entrar a una comisión para dar a conocer sus preocupaciones, el personal de vigilancia les negó el paso, lo cual obviamente las indigno, acto seguido tomaron la televisora y durante varios días transmitieron, hasta que un comando policiaco inutilizó las antenas a balazos, lo cual generó una nueva acción de la población, la cual tomó de inmediato 13 radiodifusoras, donde se dio por vez primera voz a cientos de mujeres y hombres anónimos.
La represión ha sido vasta; varios dirigentes de la APPO han sido detenidos, maltratados y permanecen encarcelados, uno de ellos en un penal federal de alta seguridad; dos manifestantes han sido asesinados; decenas de personas han sido golpeadas o amenazadas. Ante ello se ha respondido con extremada cautela; sin embargo los medios masivos de comunicación tratan a toda costa de ocultar la impresionante revuelta ciudadana y sólo destacan los posibles nexos con la guerrilla y el vandalismo que significado el cerrar el acceso a bancos, grandes centros comerciales o al aeropuerto.
¿Pero que explica esta Revuelta?, Oaxaca es junto a los estados de Chiapas y Guerrero, un Estado extremadamente pobre, habitado por una gran cantidad de comunidades indígenas. Oaxaca ha sido un reducto controlado por los caciques del PRI, quienes se han enriquecido, aliados a grandes empresarios y compañías trasnacionales como Iberdrola. Los gobernantes de Oaxaca se han caracterizado por su incapacidad, corrupción y estilo violento de gobernar.
Y el pueblo dijo el 14 de junio hasta aquí, Ya Basta.
Y después de tres meses de muy intensa movilización ¿ ahora que sigue?: La clase política nacional y los empresarios urgen al Gobierno federal a una solución represiva expedita, a gritos Ulises Ruiz reclama el envío de la Policía Federal Preventiva, el desalojo de los plantones y barricadas y el encarcelamiento de más opositores.
Por otro lado las negociaciones están virtualmente rotas, ya que el Gobierno Federal y los partidos PRI y el derechista PAN en el Senado se niegan a desaparecer poderes, es decir a destituir al Gobernador oaxaqueño.
Por ello el escenario más posible, es el de una salida represiva, como la ocurrida hace 30 años, cuando el pueblo oaxaqueño logró destituir al sátrapa Zárate Aquino; pero la ciudad fue ocupada por el ejército y nombrado un gobernador militar; los opositores fueron encarcelados, asesinados o exilados y sólo a una parte del pueblo le quedo la respuesta armada.
La APPO conoce esa historia y por ello ha evitado la violencia; sin embargo bien sabemos que en el estilo y en la mente desesperada de Ulises Ruiz, cabe el hecho de provocar la violencia, infiltrando policías de civil y golpeadores, para provocar desmanes y enfrentamientos y con ello justificar la represión y la entrada de la Policía Federal Preventiva. El plan de Ulises Ruiz es quedarse en el poder, sustentado por las fuerzas policiaco-militares.
Hoy desde temprano, miles de oaxaqueños y oaxaqueñas siguen su caminar por una estrecha carretera con dirección a la ciudad de México, desde hace una semana han avanzado ya unos 260 kilometros; este puede ser el último intento para evitar la represión y para despertar la conciencia de los mexicanos; llamado que empieza a tener eco, pues en otros Estados ya se han empezado a formar Asambleas Populares.
Ante este escenario, la inmensa revuelta ciudadana oaxaqueña, reclama con urgencia de los y las ciudadanas del mundo su solidaridad activa. Desde Oaxaca les hacemos este llamado, aún es tiempo de parar un baño de sangre; aún es tiempo de dar una salida democrática a este grave conflicto. Mientras tanto en esta noche oaxaqueña los fantasmas de los comuneros de Paris seguirán acompañando a los hombres y mujeres rebeldes de Oaxaca e incluso se tomaran un buen mezcal minero, para el frío. Salud.
Desde la Insurrecta Oaxaca
http://alainet.org/active/13620〈=es
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Desde hace más de tres meses, los fantasmas de Louisa Michel y Elisee Reclus, pasean de noche por las desiertas calles de una vieja ciudad del sur de México; la oscuridad tan sólo es iluminada por la luz tenue de los focos de las lámparas o por el fuego de las hogueras que en cientos de barricadas, calientan las noches oaxaqueñas.
Los datos más conservadores indican que la población de la ciudad de Oaxaca ha levantado por lo menos unas 500 barricadas; otros más exaltados hablan de hasta 1,500 barricadas levantadas en una sola noche.
La Comuna de Oaxaca nació a raíz de que el Gobernador Ulises Ruiz, un tipo déspota perteneciente al PRI más violento; ordenó el pasado 14 de junio un agresivo desalojo en contra de un plantón pacífico que realizaban profesores en huelga. El operativo policiaco ocurrido en el centro histórico, no sólo golpeó a los sindicalistas; ya que al ser acorralada la policía, el Gobernador ordenó utilizar un helicóptero particular para tirar desde el aire, bombas de gas pimienta. La intoxicación alcanzo a empleados de hoteles y comercios, así como a vecinos y a cientos de turistas que tuvieron que ser desalojados del campo de batalla. Los sindicalistas recuperaron el centro y con esta acción despertaron la conciencia de la población.
Casi de inmediato, 360 organizaciones sociales de todo tipo, desde indígenas, hasta mujeres, pasando por ambientalistas, pequeños comerciantes y universitarios, crearon una Asamblea Popular, un tipo de Parlamento ciudadano, mejor conocido como APPO.
Esta Asamblea ha realizado 5 megamarchas, movilizaciones que han reunido a cientos de miles de manifestantes; ha tomado más de 30 alcaldías y bloqueado carreteras, cerrando además las oficinas públicas y juzgados. El Gobierno dejó de existir y sólo quedó visible en operativos nocturnos donde cientos de policías de civil y golpeadores salían a la calle a disparar armas de fuego en contra de la población. Ante esos operativos las barricadas oaxaqueñas han demostrado su enorme eficacia.
Las mujeres en esta lucha, como en todas las demás han jugado un papel extraordinario; una buena tarde, miles de ellas se manifestaron por la ciudad, batiendo cacerolas en mano y llegaron a la televisora oficial a pedir que se dejara entrar a una comisión para dar a conocer sus preocupaciones, el personal de vigilancia les negó el paso, lo cual obviamente las indigno, acto seguido tomaron la televisora y durante varios días transmitieron, hasta que un comando policiaco inutilizó las antenas a balazos, lo cual generó una nueva acción de la población, la cual tomó de inmediato 13 radiodifusoras, donde se dio por vez primera voz a cientos de mujeres y hombres anónimos.
La represión ha sido vasta; varios dirigentes de la APPO han sido detenidos, maltratados y permanecen encarcelados, uno de ellos en un penal federal de alta seguridad; dos manifestantes han sido asesinados; decenas de personas han sido golpeadas o amenazadas. Ante ello se ha respondido con extremada cautela; sin embargo los medios masivos de comunicación tratan a toda costa de ocultar la impresionante revuelta ciudadana y sólo destacan los posibles nexos con la guerrilla y el vandalismo que significado el cerrar el acceso a bancos, grandes centros comerciales o al aeropuerto.
¿Pero que explica esta Revuelta?, Oaxaca es junto a los estados de Chiapas y Guerrero, un Estado extremadamente pobre, habitado por una gran cantidad de comunidades indígenas. Oaxaca ha sido un reducto controlado por los caciques del PRI, quienes se han enriquecido, aliados a grandes empresarios y compañías trasnacionales como Iberdrola. Los gobernantes de Oaxaca se han caracterizado por su incapacidad, corrupción y estilo violento de gobernar.
Y el pueblo dijo el 14 de junio hasta aquí, Ya Basta.
Y después de tres meses de muy intensa movilización ¿ ahora que sigue?: La clase política nacional y los empresarios urgen al Gobierno federal a una solución represiva expedita, a gritos Ulises Ruiz reclama el envío de la Policía Federal Preventiva, el desalojo de los plantones y barricadas y el encarcelamiento de más opositores.
Por otro lado las negociaciones están virtualmente rotas, ya que el Gobierno Federal y los partidos PRI y el derechista PAN en el Senado se niegan a desaparecer poderes, es decir a destituir al Gobernador oaxaqueño.
Por ello el escenario más posible, es el de una salida represiva, como la ocurrida hace 30 años, cuando el pueblo oaxaqueño logró destituir al sátrapa Zárate Aquino; pero la ciudad fue ocupada por el ejército y nombrado un gobernador militar; los opositores fueron encarcelados, asesinados o exilados y sólo a una parte del pueblo le quedo la respuesta armada.
La APPO conoce esa historia y por ello ha evitado la violencia; sin embargo bien sabemos que en el estilo y en la mente desesperada de Ulises Ruiz, cabe el hecho de provocar la violencia, infiltrando policías de civil y golpeadores, para provocar desmanes y enfrentamientos y con ello justificar la represión y la entrada de la Policía Federal Preventiva. El plan de Ulises Ruiz es quedarse en el poder, sustentado por las fuerzas policiaco-militares.
Hoy desde temprano, miles de oaxaqueños y oaxaqueñas siguen su caminar por una estrecha carretera con dirección a la ciudad de México, desde hace una semana han avanzado ya unos 260 kilometros; este puede ser el último intento para evitar la represión y para despertar la conciencia de los mexicanos; llamado que empieza a tener eco, pues en otros Estados ya se han empezado a formar Asambleas Populares.
Ante este escenario, la inmensa revuelta ciudadana oaxaqueña, reclama con urgencia de los y las ciudadanas del mundo su solidaridad activa. Desde Oaxaca les hacemos este llamado, aún es tiempo de parar un baño de sangre; aún es tiempo de dar una salida democrática a este grave conflicto. Mientras tanto en esta noche oaxaqueña los fantasmas de los comuneros de Paris seguirán acompañando a los hombres y mujeres rebeldes de Oaxaca e incluso se tomaran un buen mezcal minero, para el frío. Salud.
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Legalizan en EEUU la tortura contra todo enemigo extranjero Por: David Brooks / La Jornada
Fecha de publicación: 29/09/06
George W. Bush (al centro), acompañado del líder de la mayoría en el Senado, Bill Frist, y el vicepresidente Dick Cheney (derecha), ayer en el Capitolio.
Washington, 28 de septiembre. El Senado aprobó hoy la tortura y la anulación del derecho fundamental de un acusado de acceso a las pruebas en su contra para todo extranjero (incluidos inmigrantes) que sean designados "enemigos" por el presidente de Estados Unidos, convirtiendo a este país, según un ex abogado militar, en una "república bananera".
El presidente George W. Bush promulgará esta ley a la brevedad, la cual él y sus aliados consideran una "herramienta vital" en la lucha contra el "terror", cuyas medidas, dicen, ya han evitado atentados "terroristas" en los últimos años
La votación de esta noche en el Senado fue de 65 contra 34 en favor de la llamada Ley de Comisiones Militares (nombre del sistema judicial para "combatientes enemigos ilegales"). Con la previa aprobación de este proyecto en la Cámara de Representantes y su aprobación en el Senado esta noche, el presidente Bush y su gobierno se anotaron un triunfo al legalizar una serie de medidas autorizadas por el Ejecutivo en el curso de los últimos cuatro años como parte de la llamada "guerra contra el terror" y que recientemente fueron consideradas inconstitucionales por la Suprema Corte y violatorias de las Convenciones de Ginebra.
Bush realizó una inusual visita al Senado esta mañana para promover la aprobación del proyecto, que ha sido denunciado por visitadores de la Organización de Naciones Unidas, ex abogados militares, varios legisladores, organizaciones nacionales e internacionales de derechos humanos, editorialistas y expertos en ley constitucional e internacional.
La iniciativa de ley otorga un tipo de amnistía para posibles crímenes de guerra cometidos por personal estadunidense en los últimos años (por tortura, encarcelamiento clandestino, desapariciones y otros), redefine por primera vez en más de 50 años las Convenciones de Ginebra, autoriza la tortura (oficialmente se llama "técnicas de interrogación"), y anula para siempre el derecho de los detenidos a cuestionar las razones de su encarcelamiento o su trato.
Bajo el proyecto aprobado hoy, el presidente y sus representantes tienen el poder de designar a casi cualquier ciudadano del mundo, incluidos los inmigrantes legales en este país, como "combatiente enemigo ilegal" con lo cual podría ser detenido indefinidamente sin acceso a un tribunal. La ley también permitirá los "métodos de interrogación" que se consideran "permisibles", o sea, qué es o no tortura lo define el presidente, lo cual, además, es secreto.
Los tribunales estadunidenses no tienen poder para interceder en el nuevo sistema judicial militar para procesar a los "combatientes enemigos", sólo hasta después de que se emita un veredicto. Nadie podrá presentar demandas legales contra el gobierno estadunidense por estos casos con base en las Convenciones de Ginebra. Pruebas que son resultado de tortura podrán ser presentadas en estos procesos si el juez determina que son "confiables".
Pero la anulación del derecho de habeas corpus, un principio legal que antecede a la Carta Magna del siglo XIII, que forma la base de los sistemas legales occidentales y que está consagrado en la Constitución de Estados Unidos, no tiene precedente. Este concepto establece el derecho de un prisionero de conocer las razones por las cuales está detenido.
John D. Hutson, ex almirante y ex abogado militar uniformado de mayor rango de la Marina, argumentó esta semana ante legisladores que el derecho de habeas era fundamental para la identidad estadunidense. "Sin este tipo de protecciones, sólo somos una república bananera más", declaró en una audiencia del Comité Judicial del Senado.
Hoy, el director ejecutivo del Centro de Derechos Constitucionales, Vincent Warren, dijo que esta legislación "otorga al presidente el privilegio de reyes, permitiéndole encarcelar a cualquier crítico como supuesto 'combatiente enemigo', que jamás verá el interior de un tribunal o tendrá la oportunidad de cuestionar su detención o su trato. ¿Qué diríamos si otro país aprobara una ley haciendo legal el secuestro de un ciudadano estadunidense y su detención indefinida?"
Otros abogados han señalado que el habeas corpus ha sido suspendido en cuatro ocasiones en la historia de este país, pero sólo brevemente y en territorio que era zona de combate.
Esta noche Amnistía Internacional expresó su desilusión y declaró que la aprobación "pone en duda el compromiso de Estados Unidos con los principios fundamentales de justicia y juicios imparciales".
"Nuestra democracia es la gran perdedora", opinó hoy el New York Times en su editorial, al señalar cómo los republicanos y su presidente, así como los demócratas, estaban por aprobar esta ley por razones electorales en esta coyuntura política. Concluyó que los estadunidenses en el futuro recordarán que "en 2006, el Congreso aprobó una ley tiránica que será comparada con los momentos más bajos de nuestra democracia."
George W. Bush (al centro), acompañado del líder de la mayoría en el Senado, Bill Frist, y el vicepresidente Dick Cheney (derecha), ayer en el Capitolio.
Washington, 28 de septiembre. El Senado aprobó hoy la tortura y la anulación del derecho fundamental de un acusado de acceso a las pruebas en su contra para todo extranjero (incluidos inmigrantes) que sean designados "enemigos" por el presidente de Estados Unidos, convirtiendo a este país, según un ex abogado militar, en una "república bananera".
El presidente George W. Bush promulgará esta ley a la brevedad, la cual él y sus aliados consideran una "herramienta vital" en la lucha contra el "terror", cuyas medidas, dicen, ya han evitado atentados "terroristas" en los últimos años
La votación de esta noche en el Senado fue de 65 contra 34 en favor de la llamada Ley de Comisiones Militares (nombre del sistema judicial para "combatientes enemigos ilegales"). Con la previa aprobación de este proyecto en la Cámara de Representantes y su aprobación en el Senado esta noche, el presidente Bush y su gobierno se anotaron un triunfo al legalizar una serie de medidas autorizadas por el Ejecutivo en el curso de los últimos cuatro años como parte de la llamada "guerra contra el terror" y que recientemente fueron consideradas inconstitucionales por la Suprema Corte y violatorias de las Convenciones de Ginebra.
Bush realizó una inusual visita al Senado esta mañana para promover la aprobación del proyecto, que ha sido denunciado por visitadores de la Organización de Naciones Unidas, ex abogados militares, varios legisladores, organizaciones nacionales e internacionales de derechos humanos, editorialistas y expertos en ley constitucional e internacional.
La iniciativa de ley otorga un tipo de amnistía para posibles crímenes de guerra cometidos por personal estadunidense en los últimos años (por tortura, encarcelamiento clandestino, desapariciones y otros), redefine por primera vez en más de 50 años las Convenciones de Ginebra, autoriza la tortura (oficialmente se llama "técnicas de interrogación"), y anula para siempre el derecho de los detenidos a cuestionar las razones de su encarcelamiento o su trato.
Bajo el proyecto aprobado hoy, el presidente y sus representantes tienen el poder de designar a casi cualquier ciudadano del mundo, incluidos los inmigrantes legales en este país, como "combatiente enemigo ilegal" con lo cual podría ser detenido indefinidamente sin acceso a un tribunal. La ley también permitirá los "métodos de interrogación" que se consideran "permisibles", o sea, qué es o no tortura lo define el presidente, lo cual, además, es secreto.
Los tribunales estadunidenses no tienen poder para interceder en el nuevo sistema judicial militar para procesar a los "combatientes enemigos", sólo hasta después de que se emita un veredicto. Nadie podrá presentar demandas legales contra el gobierno estadunidense por estos casos con base en las Convenciones de Ginebra. Pruebas que son resultado de tortura podrán ser presentadas en estos procesos si el juez determina que son "confiables".
Pero la anulación del derecho de habeas corpus, un principio legal que antecede a la Carta Magna del siglo XIII, que forma la base de los sistemas legales occidentales y que está consagrado en la Constitución de Estados Unidos, no tiene precedente. Este concepto establece el derecho de un prisionero de conocer las razones por las cuales está detenido.
John D. Hutson, ex almirante y ex abogado militar uniformado de mayor rango de la Marina, argumentó esta semana ante legisladores que el derecho de habeas era fundamental para la identidad estadunidense. "Sin este tipo de protecciones, sólo somos una república bananera más", declaró en una audiencia del Comité Judicial del Senado.
Hoy, el director ejecutivo del Centro de Derechos Constitucionales, Vincent Warren, dijo que esta legislación "otorga al presidente el privilegio de reyes, permitiéndole encarcelar a cualquier crítico como supuesto 'combatiente enemigo', que jamás verá el interior de un tribunal o tendrá la oportunidad de cuestionar su detención o su trato. ¿Qué diríamos si otro país aprobara una ley haciendo legal el secuestro de un ciudadano estadunidense y su detención indefinida?"
Otros abogados han señalado que el habeas corpus ha sido suspendido en cuatro ocasiones en la historia de este país, pero sólo brevemente y en territorio que era zona de combate.
Esta noche Amnistía Internacional expresó su desilusión y declaró que la aprobación "pone en duda el compromiso de Estados Unidos con los principios fundamentales de justicia y juicios imparciales".
"Nuestra democracia es la gran perdedora", opinó hoy el New York Times en su editorial, al señalar cómo los republicanos y su presidente, así como los demócratas, estaban por aprobar esta ley por razones electorales en esta coyuntura política. Concluyó que los estadunidenses en el futuro recordarán que "en 2006, el Congreso aprobó una ley tiránica que será comparada con los momentos más bajos de nuestra democracia."
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